Exames


  • C1S esterase inibidor

    • Descrição
      É uma proteína de fase aguda, inibidora de proteases, presente no soro de indivíduos normais. Tem papel regulador nas enzimas do complemento, coagulação e fibrinólise. A sua deficiência leva ao edema angioneurótico. A deficiência congênita, o angioedema hereditário, é caracterizada por episódios recorrentes de edemas e manifesta-se freqüentemente na primeira e segunda décadas de vida. Existem duas formas de deficiência congênita, sendo o Tipo I a forma mais comum (85% dos casos) decorrente de níveis séricos baixos; os pacientes com Tipo II têm níveis séricos normais, mas com a proteína disfuncional. As formas adquiridas, muitas vezes associadas a várias doenças linfoproliferativas e auto-imunes, manifesta-se comumente em adultos e idosos. Nos pacientes com ensaio quantitativo normal e suspeita clínica está indicado a realização do ensaio funcional, uma vez que 15% dos pacientes com angioedema hereditário apresentam este ensaio antigênico quantitativo normal.
    • Método
      Imunoturbidimetria
    • Valor de referência
      Homens : 29 a 42 mg/dL Mulheres: 26 a 39 mg/dL
    • Condição
  • CA 125

    • Descrição
      O CA 125 é uma glicoproteína produzida, normalmente, pelo epitélio das serosas, trompas de falópio, endométrio e endocérvix. É o marcador tumoral classicamente utilizado no câncer de ovário, não sendo, entretanto, exclusivo desta neoplasia. O CA 125, de forma isolada, apresenta valor preditivo muito baixo para ser usado como teste de triagem do câncer de ovário. Cerca de 2% das mulheres pós-menopausa saudáveis e 15% das mulheres pré-menopausa saudáveis apresentam CA 125 > 35U/mL à triagem. Níveis elevados de CA 125 ocorrem em 85% das pacientes com câncer de ovário não mucinoso, variando com o estágio. Não está elevado em 20% das pacientes à época do diagnóstico do câncer de ovário. A monitorização do tratamento e recorrências é a principal utilidade deste marcador, sendo níveis seriados mais representativos do que uma única determinação. O aumento do CA 125 pode preceder as alterações clínicas em até 11 meses. Valores elevados também são outras situações clínicas: endometriose, câncer de endométrio, câncer de mama, linfoma não-Hodgkin, neoplasias de fígado, pâncreas, cólon, pulmão,uroepiteliais, endocérvix, próstata, rabdomiossarcoma de útero, mesotelioma, carcinoma peritoneal primário, doenças hepáticas e do trato gastrintestinal, tumores benignos de útero, cistos ovarianos, síndrome de Meigs, doença inflamatória pélvica, abscesso tubo-ovariano, peritonite, teratomas e gestantes normais.
    • Método
      Quimioluminescência
    • Valor de referência
      < 35 U/mL Nota: Este exame não deve ser utilizado para diagnóstico de forma isolada. Aumentos transitórios podem ocorrer em indivíduos saudáveis, com doenças benignas e vários tipos de neoplasias.
    • Condição
      - Jejum Obrigatório 8 h.
  • CA 15-3

    • Descrição
      O CA 15-3 é um marcador tumoral usado no acompanhamento de pacientes com câncer de mama. O “alvo” detectado nos ensaios de CA 15-3 é uma glicoproteína, produto do gene MUC1. Normalmente, pode ser encontrada na maioria das células epiteliais glandulares e no soro, estando elevada em muitas neoplasias, incluindo adenocarcinomas e carcinomas escamosos. Inúmeros estudos têm confirmado que o CA 15-3 é o melhor marcador tumoral disponível para a avaliação do câncer de mama. Entretanto, seu uso é limitado pela sua baixa sensibilidade nas fases iniciais da doença (15% a 35%) e falta de especificidade. É consenso que o CA 15-3 não deva ser usado para triagem ou diagnóstico do câncer de mama. Desta forma, seu uso fica restrito à monitorização do tratamento e detecção de recidivas. Não é recomendado mudança terapêuticas com base apenas nos títulos de CA 15-3 de forma isolada. Aumentos transitórios nos níveis de CA 15-3, imediatamente após o tratamento (quimioterapia), podem ocorrer, sendo as determinações seriadas mais significativas do que uma medida única. No seguimento de pacientes com câncer de mama tratado e assintomáticas, o CA 15-3 está elevado em 73% daquelas com recidiva e em 6% das sem recidiva. Elevações nos títulos do CA 15-3, acima do valor de corte, podem ocorrer em doenças benignas da mama e em até 30% das hepatopatias benignas. Cerca de 63% dos pacientes com câncer de pulmão e 80% dos casos de câncer de ovário apresentam níveis elevados de CA 15-3. É importante lembrar que 5% dos indivíduos saudáveis podem apresentar níveis elevados de CA 15-3, usualmente, de forma transitória.
    • Método
      Quimioluminescência
    • Valor de referência
      Inferior a 51,0 U/mL Nota: Este exame não deve ser utilizado para diagnóstico de forma isolada. Aumentos transitórios podem ocorrer em indivíduos saudáveis, com doenças benignas e vários tipos de neoplasias.
    • Condição
      - Jejum Obrigatório 8 h.
  • CA 19-9

    • Descrição
      É um marcador tumoral utilizado no câncer de pâncreas e menos freqüentemente no câncer de intestino grosso e hepático. É sintetizado nas células epiteliais, havendo diferenças genéticas na quantidade de CA 19/9 produzido (6% a 22% da população não secretam esse marcador). Não é recomendado para triagem de forma isolada. É útil para monitorar a resposta ao tratamento e prognóstico. São consideradas alterações significativas, para fins de comparação, aquelas superiores a 50% do valor anterior. Elevações também podem ser encontradas na insuficiência hepática, endometriose, Síndrome de Sjögren, fibrose pulmonar, cistos esplênico, cistadenoma de ducto hepático, pancreatite crônica, hepatite auto-imune e na colecistite xantogranulomatosa. Deve ser realizado em um mesmo laboratório para fins de seguimento e comparação.
    • Método
      Quimioluminescência
    • Valor de referência
      < 37 U/mL Nota: Este exame não deve ser utilizado para diagnóstico de forma isolada. Aumentos transitórios podem ocorrer em indivíduos saudáveis, doenças benignas e vários tipos de neoplasias.
    • Condição
      - Jejum Obrigatório 8 horas.
  • CA 72-4

    • Descrição
      Esta glicoproteína é um marcador tumoral utilizado no acompanhamento de pacientes com câncer gástrico e, menos comumente, nos cânceres de ovário e cólon. O CA 72-4 não apresenta sensibilidade e especificidade suficientes para ser utilizado como método de triagem ou diagnóstico de qualquer neoplasia. No câncer de estômago, 20% a 40% dos pacientes apresentam elevações de CA 72-4. Na avaliação da recorrência do tumor gástrico, apresenta sensibilidade em torno de 50%, antecedendo, em média, por 5 meses o diagnóstico cirúrgico. O aumento de CA 72-4 correlaciona-se com recorrência deste carcinoma em 7 de cada 10 pacientes. Não se recomenda condutas baseadas em uma única dosagem de CA 72-4. No carcinoma de ovário, o CA 72-4 é produzido, principalmente, por tumores mucinosos. Um vez que apenas 56% dos pacientes com este tipo histológico apresentam dosagens elevadas de CA 125, o CA 72-4 tem uso potencial nestes pacientes. Níveis elevados de CA 72-4 podem ser encontrados no câncer de cólon (20% a 41%) e carcinoma de pâncreas (45%). A taxa de elevações falso-positivas do CA 72-4 é cerca de 2%. Níveis elevados são descritos em pacientes com doenças gastrintestinais benignas (adenomas, pólipos, diverticulite, colite ulcerativa, doença clorido- péptica, pancreatite, cirrose hepática), pneumopatias, doenças reumáticas, cistos ovarianos e doenças benignas de mama.
    • Método
      Eletroquimioluminescência
    • Valor de referência
      Inferior a 6,9 U/mL Nota: Este exame não deve ser utilizado para diagnóstico de forma isolada. Aumentos transitórios podem ocorrer em indivíduos saudáveis, com doenças benignas e vários tipos de neoplasias.
    • Condição
      - Jejum Obrigatório 8 h.
  • Cadeia leve kappa

    • Descrição
      As moléculas de imunoglobulinas normais são constituídas de duas cadeias pesadas idênticas (a,d,e,g,m), que definem as classes de imunoglobulinas, e duas cadeias idênticas de cadeias leves: kappa (k) ou lambda (l). Normalmente, a produção da cadeia leve tipo Kappa é duas vezes maior que a do tipo lambda. A detecção de cadeias leves monoclonais é importante, devendo ser determinada em todas as gamopatias monoclonais e especialmente nas doenças das cadeias leves, como mieloma de cadeias leves, amiloidose primária sistêmica e doença do depósito de cadeias leves. A quantificação de cadeias leves livres por nefelometria é mais sensível que a imunofixação para detectar pequenas quantidades de cadeias leves livres monoclonais, sendo fundamental no diagnóstico e monitorização desses casos.
    • Método
      Nefelometria
    • Valor de referência
      - SANGUE 170 a 370 mg/dL - URINA 24h até 0,710 mg/dL
    • Condição
      - Jejum Obrigatório 8 h.
  • Cadeia leve lambda

    • Descrição
      As moléculas de imunoglobulinas normais são constituídas de duas cadeias pesadas idênticas (a,d,e,g,m), que definem as classes de imunoglobulinas e duas cadeias idênticas de cadeias leves: kappa (k) ou lambda (l). Normalmente, a produção da cadeia leve tipo Kappa é duas vezes maior que a do tipo lambda.
    • Método
      Nefelometria
    • Valor de referência
      - SANGUE 90,0 a 210,0 mg/dL -URINA 24h Até 0,390 mg/dL
    • Condição
      - Jejum Obrigatório 8 h.
  • Cádmio

    • Descrição
      A monitorização biológica da exposição ao cádmio inclui sua dosagem em sangue e urina, bem como, a determinação da b2-microglobulina na urina. A medida do cádmio urinário é o indicador mais usado para avaliação da carga corporal nas exposições recentes e crônicas e indicado pela legislação atual (NR-7). Nas exposições crônicas, os valores de cádmio urinário começam a se elevar após 6 meses, correlacionando-se significativamente com os níveis de exposição. Considera-se valores superiores a 15 mcg/g creatinina como indicativos de exposição severa. Na presença de resultados elevados, uma segunda amostra deve ser coletada para que se exclua a possibilidade de “contaminações”, uma vez que o cádmio encontra-se amplamente distribuído no ambiente. Deve-se ressaltar, ainda, que 2,3% da população americana têm concentrações de cádmio urinário superiores a 2 mcg/g creatinina e 0,2% têm níveis maiores que 5 mcg/g creatinina. Tabagismo e coleta de espécimes com cateteres urinários podem ser causa de resultados elevados.
    • Método
      Espectrofotometria de absorção atômica.
    • Valor de referência
      - URINA Até 2,0 mg/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br) IBMP 5,0 mg/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br) - SANGUE Pessoas expostas: menor que 5 mcg/L
    • Condição
      - Recomenda-se iniciar a monitorização após 6 meses de exposição. - Não colher em local de trabalho. Retirar o uniforme, lavar as mãos e a genitália antes de colher. - O horário de coleta não é crítico desde que o trabalhador esteja em trabalho contínuo nas últimas 4 semanas sem afastamento maior que 4 dias. - SANGUE - Não colher em local de trabalho. Retirar o uniforme e lavar o local antes da coleta. - Não fazer nenhuma atividade física antes da coleta. - Informar se o paciente é fumante.
  • Cálcio iônico

    • Descrição
      O cálcio iônico é a fração biologicamente ativa do cálcio sérico total, representando 43% desse. Sua concentração é mais baixa à noite e maior pela manhã. A dosagem do cálcio iônico independe da albumina, entretanto varia com o pH, aumentando na acidose; diminuindo na alcalose. Vide alterações patológicas nos Comentário do cálcio total.
    • Método
      Eletrodo Seletivo com correção automática para variação do pH
    • Valor de referência
      - Sangue de cordão: 1,30 a 1,60 mmol/L ou 5,20 a 6,40 mg/dL - 2h de vida: 1,21 a 1,46 mmol/L ou 4,84 a 5,84 mg/dL - 24h de vida: 1,10 a 1,36 mmol/L ou 4,40 a 5,44 mg/dL - 3 dias: 1,15 a 1,42 mmol/L ou 4,60 a 5,68 mg/dL - 5 dias: 1,22 a 1,48 mmol/L ou 4,88 a 5,92 mg/dL - Até 18 anos: 1,20 a 1,35 mmol/L ou 4,80 a 5,40 mg/dL - Adultos: 1,10 a 1,35 mmol/L ou 4,40 a 5,40 mg/dL
    • Condição
  • Cálcio total

    • Descrição
      - SANGUE O cálcio encontra-se ligado às proteínas (47%) e livre (43%). A hipercalcemia é encontrada no hiperparatireoidismo, algumas neoplasias com ou sem metástases ósseas, mieloma, desidratação, hipervitaminose D, síndrome de imobilidade, hipertireoidismo, hepatopatias, insuficiência renal, sarcoidose, linfoma, uso de diuréticos e estrógenos. Níveis baixos de cálcio são encontrados na osteomalácia, pancreatite, hipomagnesemia, hipervolemia, má absorção, deficiência de vitamina D, diminuições da albumina e em situações que cursam com fósforo elevado (insuficiência renal, hipoparatireoidismo). Níveis críticos de cálcio total são aqueles inferiores a 6 mg/dl e superiores a 14 mg/dl. Na interpretação dos valores normais deve-se levar em conta níveis de albumina. Hemólise pode elevar seus resultados. A dosagem do cálcio iônico evita as distorções causadas pelas variações dos níveis da albumina. - URINA A dosagem do cálcio urinário é útil na investigação dos efeitos da vitamina D e PTH sobre a reabsorção óssea. Também utilizado na avaliação de nefrolitíase. Sua determinação é preferida na urina de 24h; urina recente pode ser utilizada realizando a razão cálcio/creatinina. A hipercalciúria é encontrada nas hipercalcemias, na hiperabsorção intestinal de cálcio, distúrbios da reabsorção tubular de cálcio, corticoterapia, osteoporose, acromegalia, hipertireoidismo, feocromocitoma e Cushing. A hipocalciúria pode ser secundária à hipocalcemia, insuficiência renal, osteomalácia, raquitismo, alcalose, uso de diuréticos e estrógenos.
    • Método
      Colorimétrico
    • Valor de referência
      - SANGUE 8,6 a 10,0 mg/dL - URINA 24 horas Com dieta: até 180 mg/24h Sem dieta: até 280 mg/24h - URINA RECENTE Relação cálcio/creatinina: até 0,25 mg/dl
    • Condição
  • Calcitonina

    • Descrição
      A calcitonina é um hormônio produzido pelas células C parafoliculares na tireóide. Sua secreção é estimulada pelo cálcio e pela pentagastrina. A calcitonina diminui a reabsorção óssea osteoclástica. A dosagem de calcitonina encontra-se elevada no carcinoma medular de tireóide, em alguns pacientes com câncer de pulmão, mama ou pâncreas, nas pancreatites, tireoidites, falência renal, Síndrome de Zollinger-Ellison, anemia perniciosa, gestação e recém-natos. Encontra-se diminuída na agenesia tireoidiana. Sua maior utilidade é para o seguimento dos pacientes com carcinoma medular da tireóide. Em alguns pacientes com carcinoma medular da tireóide (especialmente aqueles com a forma familiar) a calcitonina basal pode estar normal; entretanto, um incremento acentuado é observado após a infusão de secretagogos. Resultados falso-negativos aos testes de estímulo com pentagastrina ocorrem em indivíduos com positividade para a mutação do RET proto-oncogene. Os níveis de calcitonina sérica não conseguem diferenciar entre a hiperplasia de células C e o microcarcinoma medular.
    • Método
      Quimioluminescência
    • Valor de referência
      Homens : < 8,4 pg/mL. Mulheres: < 5,0 pg/mL
    • Condição
      Jejum Desejado 4 h ou Conforme Orientação Médica
  • Campylobacter, cultura

    • Descrição
      Os membros do gênero Campylobacter são bastonetes curvos Gram-negativos. O isolamento e identificação dos Campylobacter spp. são úteis no diagnóstico dos quadros de enterocolite aguda. A maioria das infecções por estas bactérias é adquirida pela ingestão de leite cru, derivados de aves domésticas e água contaminada. Sua infecção manifesta-se com diarréia, febre e dor abdominal. São agentes freqüentes de diarréia infecciosa adquirida na comunidade.
    • Método
      Semeadura em meio específico.
    • Valor de referência
    • Condição
      Preferencialmente, não estar em uso de antimicrobiano.
  • Canabinóides, triagem

    • Descrição
      O delta-9-tetrahidrocanabinol (D9-THC) é o ingrediente psicoativo primário presente na planta Cannabis sativa, consumida como droga de abuso na forma de maconha e haxixe. O 11-nor-D9-THC-9-carboxílico (9-carboxi-THC), principal derivado, tem sua concentração na urina influenciada pela dose de D9-THC absorvida, freqüência do uso, tempo de coleta após a última exposição, concentração de D9-THC armazenado no tecido gorduroso e quantidade de líquidos ingerida antes da coleta. No uso ocasional (menos que duas vezes por semana) amostras geralmente são positivas por 1 a 3 dias após o consumo. Nos pacientes com uso crônico diário (duas ou três vezes por semana) espera-se encontrar amostras de urina positivas continuamente. Em usuários pesados, resultados podem permanecer positivos por meses devido à lenta liberação do D9-THC tecidual, entretanto, a maioria dos usuários crônicos ficam negativos após quatro semanas de abstinência. O pico das concentrações urinárias após uso da maconha ocorre em 7,7 a 13,9 horas, sendo dependente da concentração da droga e características individuais no usuário. Os métodos cromatográficos usados como testes confirmatórios (HPLC, GC/MS) estão indicados para confirmação dos resultados positivos no teste de triagem.
    • Método
      Imunoensaio enzimático
    • Valor de referência
      Nível de decisão 50 nanog/mL Nota: nível de decisão é o valor recomendado cientificamente e legalmente pelo Substance Abuse and Mental Health Service Administration (SAMHSA-1998).
    • Condição
      - Urina recente (mínimo 0,5 mL). - Coleta assistida.
  • Carbamazepina

    • Descrição
      A carbamazepina (Tegretolâ) é um anticonvulsivante, também usado para o tratamento de neuralgias e neuropatias diabéticas. Sua dosagem é útil para monitorização dos níveis terapêuticos e toxicidade. O pico plasmático ocorre em 6 horas, estando 75% da droga ligada às proteínas plasmáticas. Apresenta meia-vida de 12 a 40 horas e metabolismo hepático, podendo levar à indução das enzimas hepáticas e conseqüente aumento da depuração de outras drogas, bem como dela própria. Essa auto-indução é responsável pela diminuição da meia-vida da droga após seis semanas de tratamento. Cerca de 3 a 7 dias são necessários para que ocorra o estado de equilíbrio. A principal causa de níveis baixos é a não aderência ao tratamento. Drogas como fenitoína, fenobarbital e primidona podem reduzir os níveis da carbamazepina. Algumas drogas podem elevar os níveis séricos da carbamazepina: ácido valpróico, cimetidina, eritromicina, isoniazida, fluoxetina, propoxifeno e verapamil. Toxicidade ocorre com níveis acima de 12 mg/ml. Sua dosagem não detecta a oxcarbazepina.
    • Método
      Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
    • Valor de referência
      Nível terapêutico 4 a 12 mg/mL
    • Condição
      - Coletar de preferência antes da próxima dose do medicamento. - Jejum Desejado do medicamento de 8h ou Conforme Orientação Médica.
  • Carboxiemoglobina

    • Descrição
      A carboxiemoglobina é o indicador da exposição ao monóxido de carbono (CO) e ao diclorometano(cloreto de metileno), conforme exposto na NR-7. Sua ação tóxica advém da forte ligação química que o CO estabelece com o átomo de ferro da fração heme da hemoglobina formando a carboxiemoglobina, pigmento anormal do sangue, incapaz de transportar o oxigênio. O diclorometano produz CO no organismo. Pacientes portadores de hemoglobinas fetais persistentes e hemoglobinas instáveis podem apresentar aumento nos níveis de carboxiemoglobina de até 3%. Amostras lipêmicas, ingestão do azul de metileno, dapsona, anilina, nitratos, naftaleno e sulfas podem também interferir no ensaio. Neonatos e tabagistas apresentam valores mais altos que a população normal.
    • Método
      Co-oxímetro (espectrofotometria)
    • Valor de referência
      Não fumante e não exposto ocupacionalmente até 1,0% (NR-7, 1994, MT/Br) IBMP para diclomometano e monóxido de carbono - não fumante até 3,5% (NR-7, 1994, MT/Br) Fumantes (1 a 2 maços/dia): 4,0% a 5,0% Fumantes (mais de 2 maços/dia): 8,0% a 9,0%
    • Condição
      - Recomenda-se coletar material de final de jornada de trabalho. Informar se é fumante. - Pode-se fazer diferença entre pré e pós-jornada.
  • Cardiolipina, auto-anticorpos IgG, IgM, IgA

    • Descrição
      Teste utilizado no diagnóstico da síndrome do anticorpo antifosfolípide (AFL). Esta pode ser primária (na ausência de outros autoanticorpos e manifestações clínicas do LES) ou associada ao LES (15% dos casos). Anticorpos antifosfolípides levam a manifestações clínicas vasoclusivas, que incluem trombose venosa, oclusão arterial, livedo reticular, úlcera de perna e perda fetal além de manifestações hematológicas: trombocitopenia, anemia hemolítica e neutropenia. O diagnóstico é considerado definido quando duas ou mais manifestações clínicas (vasoclusiva ou hemocitopênicas) são encontradas e pelo menos um dos critérios laboratoriais é encontrado. Na pesquisa laboratorial para anticorpos anti-fosfolípides é recomendado a realização de ensaios para pesquisa de anticoagulante lúpico e anticorpos anti-cardiolipina, pois podem estar presentes de forma isolada. Anticorpos contra fosfolípides podem ser identificados de três formas: 1) reação falso-positiva para sífilis através de VDRL reagente; 2) ensaio para anticoagulante lúpico; 3) dosagem de anticorpos anti-cardiolipina por ELISA. Anticorpos anti-cardiolipina IgG estão presentes em níveis moderados a elevados (maior que 40 GPL) e são mais específicos que os IgM para síndrome do AFL. Entretanto, alguns casos apresentam anticorpos apenas IgM ou, mais raramente, IgA. Podem estar presentes em outras doenças como: artrite reumatóide, doenças infecciosas (sífilis, tuberculose, hanseníase, endocardite infecciosa, infecção pelo HIV e infecções virais agudas) e em indivíduos utilizando clorpromazina. Nesses casos encontra-se, em geral títulos baixos e do isotipo IgM, não se observando fenômenos trombóticos. É importante lembrar que testes negativos não afastam completamente a presença de anticorpos antifosfolípides. Na vigência de uma trombose aguda, os títulos destes anticorpos podem declinar transitoriamente a níveis normais.
    • Método
      Imunoensaio enzimático
    • Valor de referência
      - IgG inferior a 10 GPL: Negativo de 10 a 19 GPL : Indeterminado de 20 a 80 GPL : Moderada reatividade maior que 80 GPL : Forte reatividade - IgM inferior a 10 MPL: Negativo de 10 a 19 MPL : Indeterminado de 20 a 80 MPL : Moderada reatividade maior que 80 MPL : Forte reatividade - IgA negativo : menor ou igual a 10 APL indeterminado: 10 a 15 APL positivo : superior a 15 APL
    • Condição
      Jejum Obrigatório 8 h.
  • Cariótipo com banda G

    • Descrição
      As doenças cromossômicas constituem um importante grupo de doenças genéticas, sendo responsáveis por mal formações congênitas, retardo mental e perdas gestacionais. Através da técnica de cariotipagem com bandamento G é possível identificar cada par de cromossomos e detectar anomalias estruturais ou numéricas como, por exemplo, Síndrome de Down, Síndrome de Turner, Síndrome de Klinefelter, dentre outras. Este é um exame constitucional, logo não detecta alterações cromossômicas adquiridas.
    • Método
      Citogenético/Bandamento G
    • Valor de referência
    • Condição
  • Caxumba, anticorpos IgM e IgG

    • Descrição
      A caxumba é causada por um paramyxovirus. A sorologia permite avaliar a resposta à infecção natural ou à imunização. A presença de anticorpos da classe IgM indica infecção recente, podendo ser detectados nos primeiros dias e mantendo-se por 1 a 3 meses. Em quadros crônicos, pós-vacinais ou de transferência de imunidade (filhos de mães imunes ou uso de gamaglobulina hiperimune), anticorpos IgM estão ausentes. Os anticorpos da classe IgG surgem logo após a IgM e mantêm-se em níveis protetores de forma duradoura. Os recém-nascidos de mães imunizadas, naturalmente ou por vacinação, apresentam níveis protetores de IgG até cerca de 6 meses de idade.
    • Método
      Imunoensaio enzimático
    • Valor de referência
      Menor igual a 0,90: negativo 0,91 a 1,09: indeterminado Maior igual a 1,10: reagente
    • Condição
      - Jejum Obrigatório 8 h.
  • CCP, anti

    • Descrição
      Teste útil no diagnóstico da artrite reumatóide(AR). A citrulina (Cyclic Citrullated Peptide) é um aminoácido resultante de modificação da arginina. Anticorpos dirigidos contra a citrulina (anti-CCP) são encontrados em pacientes com AR. Este teste apresenta especificidade para a AR maior que o fator reumatóide. Nos pacientes com AR de início recente é importante ferramenta para o diagnóstico precoce, predizendo evolução mais agressiva da AR. A determinação conjunta com o fator reumatóide determina especificidade próxima a 100% para o diagnóstico da AR.
    • Método
      Imunoensaio enzimático
    • Valor de referência
      Negativo: < 20 U
    • Condição
  • CD2 e CD19, subtipagem de linfócitos

    • Descrição
      A análise das células marcadas com anticorpos monoclonais através da citometria de fluxo possibilita a quantificação do número e percentual de células positivas para um determinado anticorpo. Quase todas as células T periféricas e teciduais e a maioria das células NK expressam o antígeno CD2. Um pequeno percentual de linfócitos T, que são CD3 positivos, são CD2 negativos. O antígeno CD19 está expresso em mais de 95% dos linfócitos B periféricos e dos tecidos linfóides. A subtipagem de linfócitos é útil na avaliação das imunodeficiências congênitas, no diagnóstico e classificação de leucemias e linfomas.
    • Método
      Citometria de fluxo
    • Valor de referência
    • Condição
  • CD4, CD8 e CD3, subtipagem de Linfócitos

    • Descrição
      O CD4 está expresso em 55% a 65% dos linfócitos T periféricos, especialmente no subtipo auxiliar(helper). O CD8 está expresso em 25% a 35% das células T periféricas, especialmente no subtipo supressor/citotóxico. A contagem de CD4, juntamente com a avaliação clínica e a medida da carga viral plasmática são parâmetros a serem considerados na decisão de iniciar ou modificar a terapia anti-retroviral na SIDA. Quando utilizamos o CD4 e a carga viral para decisões de início ou mudança de terapia devemos considerá-los, idealmente, em duas ocasiões. Consideram-se significativas as reduções de CD4 maiores que 30% (valores absolutos) em relação a sua determinação prévia. Discordância entre os resultados da carga viral e do CD4 pode ocorrer em até 20% dos pacientes. Fatores influenciam a contagem do CD4: variações analíticas, sazonais, diurnas (mais baixo às 12h e picos às 20h), doenças intercorrentes (modestas diminuições em infecções agudas e cirurgias) e corticóides (podem diminuir de forma expressiva sua contagem). Esplenectomia e co-infecção pelo HTLV-1 podem causar valores altos de CD4 apesar da supressão imune. Diminuição de CD4 também pode ser encontrada em outras situações que não a SIDA: tuberculose, hepatite B, citomegalovirose, toxoplasmose, criptococose e síndrome de linfocitopenia CD4 Idiopática. A contagem de CD8 não prediz a evolução dos pacientes com SIDA. O CD3 é o antígeno restrito da linhagem de células pan-T, sendo útil para marcar células T normais ou neoplásicas.
    • Método
      Citometria de fluxo
    • Valor de referência
    • Condição
  • CEA (Antígeno carcinoembrionário)

    • Descrição
      O antígeno carcinoembrionário (CEA) é uma glicoproteína que não é órgão específica. Níveis elevados são encontrados em vários tumores, mas sua maior aplicação é no câncer coloretal. Utilizado para auxiliar no estadiamento e monitorização, sendo o melhor marcador da resposta ao tratamento de adenocarcinomas gastrointestinais. Níveis mais elevados são encontrados no câncer coloretal com metástases ósseas e hepáticas. Está presente com níveis elevados em 65% dos pacientes com carcinoma coloretal, ao diagnóstico. Seu aumento pode preceder evidências de metástases em exames de imagem. Outras neoplasias podem cursar com níveis elevados de CEA: câncer de mama, pulmão, ovário, estômago, pâncreas, útero, tireóide e tumores de cabeça e pescoço. Níveis elevados também podem ocorrer em fumantes, inflamações, infecções, úlceras pépticas, pancreatite, doença inflamatória intestinal, cirrose hepática, enfisema pulmonar, polipose retal e doença mamária benigna. Uma vez que pode ser encontrado em pacientes saudáveis, o CEA não deve ser utilizado como ferramenta para triagem de câncer em pacientes normais. Quando usado para diagnóstico de câncer de cólon na população geral, para cada caso de câncer de colo diagnosticado com CEA e confirmado com biópsia, temos 250 falso-positivos. Resultados negativos podem ocorrer na fase precoce do câncer e em alguns pacientes com câncer coloretal metastático. Cirurgia, quimioterapia e radioterapia podem causar aumentos transitórios do CEA. Para fins de comparação deve-se usar mesmo método.
    • Método
      Quimioluminescência
    • Valor de referência
      Homens adultos Não fumante: até 3,4 ng/mL Fumantes : até 6,2 ng/mL Mulheres adultas Não fumante: até 2,5 ng/mL Fumantes : até 4,9 ng/mL Nota: - O CEA possui baixa sensibilidade e especificidade, não podendo ser usado para diagnóstico de neoplasias, sem a confirmação por outros métodos diagnósticos. - Aumentos transitórios nos níveis de CEA podem ocorrer em pacientes sem qualquer evidência de neoplasias e em várias condições clínicas benignas. - Aumentos maiores que 12,6% ao mês, em amostras seriadas, correlacionam-se com maior probabilidade de recorrência de neoplasias colorretais. - Nenhuma intervenção terapêutica deve ser fundamentada apenas na elevação dos níveis de CEA de forma isolada. - Valores obtidos de metodologias ou kits diferentes não devem ser intercambiáveis.
    • Condição
      Jejum Obrigatório 8 h.
  • Células LE, pesquisa

    • Descrição
      A célula LE pode ser um neutrófilo, monócito e raramente um eosinófilo que fagocitou a massa LE. Entretanto, a presença de somente uma célula LE não é suficiente para se dar um resultado positivo, sendo necessário para isso a observação de várias células LE típicas. No lúpus eritematoso sistêmico a positividade da pesquisa é observada em 70% a 80% dos casos. Podem ocorrer reações falso-negativas nas leucopenias e uso de corticóides. Reações falso-positivas podem ocorrer em reações a drogas, artrite reumatóide, glomerulonefrites, entre outras. Este teste foi suplantado pela pesquisa de anticorpos antinucleares (FAN) por imunofluorescência indireta.
    • Método
      Hargraves
    • Valor de referência
      Negativo
    • Condição
      7,0 mL de sangue total sem anticoagulante. 3,0 mL líquor - líquido sinovial - líquido pleural - líquido ascítico - lavado broncoalveolar - líquido amniótico.
  • Centrômero, anti (ACA)

    • Descrição
      São auto-anticorpos dirigidos contra o cinetocore do aparelho mitótico. Ocorrem em 22% a 36% dos pacientes com esclerose sistêmica. Sua presença correlaciona-se com fenômeno de Raynaud, e está presente em 98% da forma CREST (calcinose, fenômeno de Raynaud, dismotilidade esofageana, esclerodactilia e telangectasias). Reportado em 22% a 36% dos casos de esclerodermia. Também descrito em casos de tireoidite de Hashimoto.
    • Método
      Imunofluorescência indireta
    • Valor de referência
      Negativo
    • Condição
      - 0,2mL de soro. - J.O. 8h.
  • Ceruloplasmina

    • Descrição
      A ceruloplasmina é uma proteína (alfa-2- lobulina) produzida no fígado que carrega 70% a 90% do cobre plasmático. Por ser uma proteína de fase aguda, elevando-se em processos inflamatórios, um resultado normal não exclui o diagnóstico da doença de Wilson. Os estrógenos(anticoncepcionais orais e gestantes) também elevam a ceruloplasmina. Níveis em neonatos são mais baixos que em adultos. Valores abaixo de 10 mg/dl são evidência fortemente sugestiva da doença de Wilson. Também encontra-se diminuída na síndrome de Menkes, deficiência nutricional, síndrome nefrótica e má-absorção. Deve-se lembrar que 28% dos pacientes com doença de Wilson apresentam ceruloplasmina normal. No mínimo em duas ocasiões, as variações da ceruloplasmina não são paralelas às do cobre sérico: 1) na intoxicação aguda por cobre pode não ter havido tempo suficiente para aumento da síntese de ceruloplasmina; 2) na doença de Wilson, em que encontramos níveis de ceruloplasmina usualmente baixos e podemos encontrar cobre sérico normal ou baixo.
    • Método
      Nefelometria
    • Valor de referência
      22,0 a 58,0 mg/dL
    • Condição
      Jejum Obrigatório 8h.
  • Cetonemia, pesquisa

    • Descrição
      A privação de carboidratos e aumento do metabolismo de ácidos graxos resulta em aumento da cetonemia. É encontrado no diabetes melito descompensado, etilismo, estresse, vômitos, diarréias e doenças metabólicas. Falso-negativos e falso-positivos podem ocorrer por interferência de drogas, como a levodopa. A quantificação da acetona no sangue pode ser realizada por cromatografia gasosa, apresentando utilidade na monitorização da exposição ocupacional.
    • Método
      Colorimétrico - Tira Reativa
    • Valor de referência
      Negativo
    • Condição
      Jejum Obrigatório 10 h.
  • Cetonúria, pesquisa

    • Descrição
      Os corpos cetônicos (acetona, ácidos diacético e beta-hidroxibutírico) são procedentes do metabolismo dos ácidos graxos. Têm maior relevância clínica no diagnóstico da cetoacidose diabética, entretanto, cetonúria pode ser encontrada em outras situações: dieta rica em gordura, cetoacidose alcoólica, jejum prolongado, febre, após exercícios físicos, gravidez, pós-operatórios. Reações falso-positivas podem ocorrer no uso de levodopa, metildopa e captopril. O ácido beta-hidroxibutírico não é detectado pela reação do nitroprussiato de sódio, podendo a cetonúria ser negativa caso este seja o corpo cetônico predominante.
    • Método
      Colorimétrico
    • Valor de referência
      Negativo
    • Condição
      Jato médio da 1ª urina da manhã.
  • Chlamydia trachomatis

    • Descrição
      As clamídias são bactérias intracelulares obrigatórias, desenvolvendo-se na célula hospedeira e formando inclusões citoplasmáticas. A C. trachomatis é responsável por infecções sexualmente transmissíveis (uretrites e cervicites), podendo evoluir, quando não tratadas, para infecções profundas (epididimite, salpingite, peri-hepatite ou esterilidade tubária). É também responsável por conjuntivites e pneumonia no recém-nascido. Pode apresentar-se de forma assintomática em 70% das mulheres e 30% dos homens. A PCR é útil na detecção rápida das infecções em diversos sítios pela Chlamydia trachomatis. Tem sensibilidade e especificidade superiores à cultura e imunofluorescência direta. Uma de suas principais vantagens é a possibilidade de ser realizada em amostra de urina. De acordo com o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) a PCR é considerada o teste de escolha para este diagnóstico.
    • Método
      Reação em Cadeia da Polimerase – PCR.
    • Valor de referência
      Negativo. Obs: Este exame pode apresentar, embora raramente, resultados falso-positivo e falso-negativo, que é uma característica do método.
    • Condição
      - Amostras uretrais: não urinar pelo menos 1 hora antes da coleta. - Urina: não urinar por pelo menos 4 horas antes da coleta. - Endocervical: a mulher não pode estar menstruada.
  • Chlamydia trachomatis IgM, IgG - anticorpos anti

    • Descrição
      Testes sorológicos não são usados rotineiramente, de forma isolada, no diagnóstico de infecções genitais pela C. trachomatis em adultos, tendo maior utilidade em neonatos, pacientes com quadros sistêmicos e em inquéritos epidemiológicos. A realização de sorologias pareadas, com demonstração de elevação de 4 vezes nos títulos na fase aguda e convalescença, aumenta o poder diagnóstico da sorologia para C. trachomatis. A sorologia não é útil para controle de cura da infecção. IgM anti-Chlamydia trachomatis: não é um marcador fidedigno de infecção aguda, uma vez que freqüentemente está ausente, pois pacientes geralmente já tiveram infecções passadas por outras espécies de clamídias. É útil no diagnóstico da pneumonia por C. trachomatis em neonatos, onde está presente em quase 100% dos casos e no linfogranuloma venéreo, por se tratar de doença sistêmica. Mulheres com infecções genitais altas (endometrite, salpingite) tendem a títulos mais elevados de anticorpos. Falso-positivos para fator reumatóide e reações cruzadas com C. pneumoniae são descritos. IgM apresenta sensibilidade de 19% em quadros de infecção urogenital por C. trachomatis. IgG anti-Chlamydia trachomatis: está presente em 100% das crianças com pneumonia e conjuntivite de inclusão, podendo significar, entretanto, transmissão materna passiva de IgG. A prevalência do Anticlamídia IgG é alta em mulheres, mesmo naquelas sem infecção aguda, o que diminui sua importância diagnóstica.
    • Método
      IgG e IgM: Imunofluorescência indireta
    • Valor de referência
      - IgG Homem : < que 1:16 Mulher: < que 1:64 - IgM < que 1:8
    • Condição
      Jejum Obrigatório 8 h.
  • Chumbo, sangue

    • Descrição
      Chumbo é um metal pesado facilmente encontrado no ambiente e que pode levar à intoxicação aguda ou crônica pela sua ingestão, inalação ou mesmo contato. Níveis elevados de chumbo causam a danos nos sistemas cardiovascular, nervoso, reprodutivo, hematológico e renal. Exposição ocupacional ocorre nas indústrias de petróleo, baterias, tintas, cerâmicas, tubulações, cabos, explosivos e quando da utilização de soldas e estruturas que contêm o chumbo como liga. O chumbo tetraetila, composto orgânico cujo estado físico é líquido, não mais está sendo utilizado como aditivo para gasolina. A determinação de chumbo no sangue total (Pb-S) é o melhor teste para detecção de exposição ao metal. A OMS define que níveis de Pb-S acima de 30mcg/dl denotam exposição significativa. Tendo em vista a possibilidade de contaminação durante a coleta, na presença de resultados elevados, um segundo espécime deve ser avaliado antes que se institua qualquer terapia. São considerados críticos aqueles valores de Pb-S superiores a 70 mcg/dl na intoxicação aguda, sendo que na exposição crônica, níveis sangüíneos podem não se correlacionar com a severidade da toxicidade.
    • Método
      Espectrofotometria de absorção atômica (Chama)
    • Valor de referência
      Até 40,0 mg/dL (NR-7, 1994, MT/Br) IBMP 60,0 mg/dL (NR-7, 1994, MT/Br)
    • Condição
      - Horário de coleta não é crítico desde que o trabalhador esteja em trabalho contínuo nas últimas 4 semanas, sem afastamento maior que 4 dias. - Recomenda-se iniciar a monitorização após 1 mês de exposição.
  • Chumbo, urina

    • Descrição
      O chumbo urinário (Pb-U) é considerado um indicador biológico de exposição recente menos exato que o Pb-S em função das flutuações em sua excreção. A portaria NR-7 considera o Pb-U como indicador biológico para as exposições ao chumbo tetraetila (orgânico). A via renal representa o mais importante mecanismo de excreção do chumbo. A urina de 24h deve ser preferida, mas em uma emergência amostra de urina recente é aceita.
    • Método
      Espectrofotometria de absorção atômica (Forno de Grafite com corretor Zeeman)
    • Valor de referência
      Até 50,0 mg/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br) IBMP 100,0 mg/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
    • Condição
      - Recomenda-se coletar amostra de urina 24 horas. - Não colher em local de trabalho. Retirar o uniforme, lavar as mãos e a genitália antes de colher.
  • Ciclosporina

    • Descrição
      A ciclosporina (Sandimmunâ) é utilizada como imunossupressor especialmente em transplantados. A monitorização dos seus níveis sangüíneos é imperativa tendo em vista sua farmacocinética complexa. É um polipeptídeo cíclico, derivado de um fungo, o Tolycapocladium inflatum. Atinge pico de concentração entre 2 e 6 horas após dose oral, com meia-vida de 8 a 24h, sendo o tempo necessário para atingir níveis estáveis entre 2 e 6 dias. Sua complicação mais séria é a toxicidade renal, que se inicia quando níveis da droga estão acima de 400ng/ml. A creatinina começa a se elevar 3 a 7 dias após aumento da ciclosporina plasmática, e cai 2 a 14 dias após sua redução. Drogas que aumentam o nível da ciclosporina: corticóides, cimetidina, ranitidina, danazol, diltiazem, testosterona, anfotericina B, eritromicina, nicarpidina, cetoconazol, anticoncepcionais, furosemida, amiodarona, warfarin, metoclopramida e etanol. Drogas que diminuem o nível da ciclosporina: fenobarbital, carbamazepina, ácido valpróico, fenitoína, primidona, rifampicina, isoniazida, sulfametoxazol e trimetoprim.
    • Método
      Imunoensaio enzimático
    • Valor de referência
      Transplante renal: 150 a 300 ng/mL Transplante cardíaco, hepático, pancreático: 150 a 400 ng/mL
    • Condição
      Horário da coleta Conforme Orientação Médica
  • Cistatina C

    • Descrição
      A cistatina C é uma proteína cuja concentração sérica depende quase que exclusivamente da capacidade de filtração glomerular. Sua concentração independe da massa muscular, do sexo ou da alimentação. Diversos estudos clínicos atestam a maior sensibilidade e especificidade da cistatina C, em comparação com a creatinina sérica, na detecção de alterações discretas da função glomerular. É importante citar que elevações da cistatina C, sem correlação com diminuição da taxa de filtração glomerular, foram descritas em pacientes com o mieloma múltiplo, tumores malignos, cirrose hepática e alguns hipertensos e diabéticos com proteinúria.
    • Método
      Nefelometria
    • Valor de referência
      Recém-nascidos : 1,37 a 1,89 mg/dL 1 mês a 12 meses: 0,73 a 1,17 mg/L Maiores de 1 ano: 0,53 a 0,95 mg/L
    • Condição
      Jejum Obrigatório 8 h.
  • Citomegalovírus, anticorpos IgM, IgG

    • Descrição
      Em adultos saudáveis, o citomegalovírus (CMV)normalmente é assintomático ou pode determinar quadro clínico auto-limitado semelhante à mononucleose infecciosa. O citomegalovírus (CMV) é considerado a maior causa de infecção congênita, podendo ainda causar quadros graves em imunodeprimidos. Cerca de 85% da população adulta é soropositiva. Anti-CMV IgM: a IgM pode surgir até duas semanas após o início do quadro clínico. Assim, caso a amostra seja colhida precocemente, deve-se repetí-la após 15 dias, para afastarmos infecção pelo CMV na presença de quadro clínico suspeito. Geralmente permanecem detectáveis por 3 meses, entretanto, por métodos imunoenzimáticos podem ser encontrados títulos baixos por até 12 meses, não devendo, pois, ser avaliado como um indicador absoluto de infecção recente. Falso-positivos também podem ocorrer em infecções pelo EBV e herpes vírus. Por não ultrapassar a barreira placentária, seu achado no recém-nascido indica infecção congênita. Anti-CMV IgG: seu achado pode indicar infecção passada ou recente. Recoleta na convalescença (após 15 dias) pode evidenciar viragem sorológica ou aumento de 4 vezes ou mais na convalescença, em relação ao soro colhido na fase aguda.
    • Método
      ELISA
    • Valor de referência
      - IgG Negativo : Menor que 4,00 UA/mL Indeterminado: Maior que 4,00 e < 6,00 UA/mL Reagente : Maior que 6,00 UA/mL - IgM Negativo : Menor que 0,70 UA/mL Indeterminado: Maior que 0,70 a < 0,90 UA/mL Reagente : Maior que 0,90 UA/mL
    • Condição
      Jejum Obrigatório 8 h.
  • Citomegalovírus, IgM neonatal

    • Descrição
      O citomegalovírus (CMV) é a causa mais freqüente de infecção congênita: 0,3 a 2% dos nascimentos. A maioria absoluta dos recém-nascidos com infecção sintomática nascem de mães que tiveram infecção primária durante a gestação. Dos infectados, apenas 15% têm sintomas ao nascimento, sendo que 10% dos infectados sem sintomas terão seqüelas neurológicas. A forma mais grave é denominada “Doença de inclusão citomegálica” e caracteriza-se por icterícia, hepatoesplenomegalia, petéquias, microcefalia, corioretinite e calcificações cerebrais. IgM não ultrapassa a barreira placentária, sendo sua presença no recém-nascido útil para o diagnóstico de infecção congênita. Há possibilidade de infecção do recém-nascido durante o trabalho de parto ou pelo leite materno, sendo que 50% das mães infectadas excretam o CMV no leite. Em caso de resultados positivos no teste do pezinho, a confirmação requer complementação da sorologia.
    • Método
      Imunoensaio enzimático
    • Valor de referência
      Negativo
    • Condição
      2 círculos de sangue (separados) em papel de filtro, saturado nos dois lados do papel. Colher preferencialmente entre 3 e 30 dias de vida.