Exames


  • Eletroforese de lipoproteínas

    • Descrição
      Os lípides circulam no plasma combinados a proteínas (lipoproteínas). As lipoproteínas podem ser separadas através de eletroforese, recebendo nomes de acordo com sua mobilidade: HDL (alfa-lipoproteína) migram com as alfa-1-globulinas; LDL (beta-lipoproteínas) migram com as beta-globulinas; VLDL (prébetalipoproteínas) migram com as alfa-2-globulinas; e quilomícrons. Os padrões de eletroforese de lipoprotéina são úteis na caracterização das dislipidemias secundárias e primárias. Na disbetalipoproteinemia tipo III partículas de densidade intermediárias (IDL) formam banda larga entre regiões pré-beta e beta.
    • Método
      Eletroforese em gel de agarose
    • Valor de referência
    • Condição
      - 0,5mL de plasma (EDTA) ou soro. - J.O. 12h.
  • Endomísio Anti, anticorpos totais

    • Descrição
      Teste útil para o diagnóstico e monitorização do tratamento da doença celíaca (DC) e da dermatite herpetiforme. Endomísio é uma bainha de fibrilas reticulares que envolvem as fibras da musculatura lisa. Na DC, a ingestão de glúten leva à produção de anticorpos anti-gliadina e anti-endomísio. Anticorpos antiendomísio IgA possuem sensibilidade de 94% a 100% e especificidade de 93% a 100% para o diagnóstico da doença celíaca. Pacientes com deficiência seletiva de IgA, na fase inicial da doença e uma pequena percentagem de pacientes que possuem apenas resposta mediata por células T, apresentam teste negativo para anti-endomísio IgA. Quando os pacientes adotam uma dieta sem glúten, os títulos de anticorpos antiendomísio IgA caem, a níveis indetectáveis, dentro de 6 meses a 12 meses, mas podem permanecer por até 31 meses se os títulos iniciais forem altos. A soronegativação precede a melhora da morfologia intestinal. Anticorpos anti-endomísio IgG quase sempre são detectáveis em pacientes celíacos com deficiência de IgA. Os níveis de IgG não desaparecem com a dieta e não podem ser utilizados para monitorizar pacientes com deficiência de IgA. Ensaios comerciais disponíveis realizam a detecção de anticorpos IgG anti-endomísio de forma conjunta com IgA (anticorpos totais). Recentemente, foi demonstrado que o componente alvo destes anticorpos é a transglutaminase tecidual presente nestes substratos.
    • Método
      Imunofluorescência indireta
    • Valor de referência
      Negativo
    • Condição
      - 0,6mL de soro. - J.O. 8h.
  • Endomísio IgA, anticorpos anti

    • Descrição
      Teste útil para o diagnóstico e monitorização do tratamento da doença celíaca (DC) e da dermatite herpetiforme. Endomísio é uma bainha de fibrilas reticulares que envolvem as fibras da musculatura lisa. Na DC, a ingestão de glúten leva à produção de anticorpos anti-gliadina e anti-endomísio. Anticorpos antiendomísio IgA possuem sensibilidade de 94% a 100% e especificidade de 93% a 100% para o diagnóstico da doença celíaca. Pacientes com deficiência seletiva de IgA, na fase inicial da doença e uma pequena percentagem de pacientes que possuem apenas resposta mediata por células T, apresentam teste negativo para anti-endomísio IgA. Quando os pacientes adotam uma dieta sem glúten, os títulos de anticorpos antiendomísio IgA caem, a níveis indetectáveis, dentro de 6 meses a 12 meses, mas podem permanecer por até 31 meses se os títulos iniciais forem altos. A soronegativação precede a melhora da morfologia intestinal. Anticorpos anti-endomísio IgG quase sempre são detectáveis em pacientes celíacos com deficiência de IgA. Os níveis de IgG não desaparecem com a dieta e não podem ser utilizados para monitorizar pacientes com deficiência de IgA. Ensaios comerciais disponíveis realizam a detecção de anticorpos IgG anti-endomísio de forma conjunta com IgA (anticorpos totais). Recentemente, foi demonstrado que o componente alvo destes anticorpos é a transglutaminase tecidual presente nestes substratos.
    • Método
      Imunofluorescência indireta
    • Valor de referência
      Negativo: título < 1:5
    • Condição
      - 0,6mL de soro. - J.O. 8h.
  • Eosinófilos, pesquisa

    • Descrição
      A pesquisa de eosinófilos em materiais diversos ajuda na elucidação diagnóstica de numerosas patologias. O achado de eosinófilos na urina ajuda na confirmação de nefrite intersticial. No escarro e lavado brônquico são característicos da asma brônquica. Nas fezes, são abundantes na disenteria amebiana, enquanto nas secreções nasal e conjuntival sugerem processos alérgicos. No líquor, embora não patognomônico, constitui dado importantíssimo no diagnóstico de certos processos parasitários do sistema nervoso (cisticercose, equinococose).
    • Método
      Coloração May-Grunwald - Giemsa
    • Valor de referência
      Negativo
    • Condição
      Fezes - urina - escarro - secreção nasal - lavado brônquico - líquor - secreção conjuntival (lâminas confeccionadas ou material biológico).
  • Epstein-Barr, anticorpos anti-VCA IgG e IgM

    • Descrição
      O vírus Epstein-Barr (EBV) é o principal agente da mononucleose infecciosa (MI). Também tem sido relacionado com desordens mieloproliferativas e linfomas. Dos anticorpos contra antígenos específicos do EBV, os que agregam maior valor diagnóstico são os contra o capsídeo viral (VCA), com sensibilidade de 95% a 100% e especificidade de 86% a 100% nos episódios de mononucleose aguda. Anticorpos anti-VCA IgM e IgG tornam-se rapidamente positivos em 1 a 2 semanas de infecção. A presença de IgM anti-VCA usualmente indica infecção aguda pelo EBV, entretanto, infecção aguda por outros herpesvírus, podem causar produção de IgM anti-VCA por células que apresentam infecção latente pelo EBV. Falso-positivos de IgM anti-VCA também são citados em outras infecções recentes (toxoplasmose, adenovírus) e na presença de auto-anticorpos. Nos quadros de reativação a IgM anti-VCA pode ser negativa. Resultados negativos podem ocorrer devido à natureza transitória do IgM. O IgM anti-VCA persiste por 4 a 8 semanas. Anticorpos IgG anti-VCA surgem na fase aguda, têm pico em 2 a 4 semanas, persistindo por toda a vida.
    • Método
      Imunoensaio enzimático
    • Valor de referência
      IgG: negativo IgM negativo: índice < 0,80 indeterminado: índice entre 0,800 e 1,20 reagente: índice > 1,20
    • Condição
      - 0,5mL de soro para cada. - J.O. 8h.
  • Epstein-Barr, PCR qualitativo

    • Descrição
      A infecção pelo Vírus Epstein-Barr (EBV) é extremamente comum. Nos adolescentes e adultos jovens, a infecção primária é caracterizada pelo quadro de mononucleose infecciosa. O EBV pertence à família Herpesviridae, infectando células epiteliais da nasofaringe e linfócitos B que espalham o vírus pelo organismo. Cerca de 90% dos infectados evoluem para infecção crônica e complicações podem estar associadas ao EBV nestes casos: leucoplasia pilosa, carcinoma de nasofaringe, desordens mieloproliferativas, linfomas pós-transplantes, linfomas do sistema nervoso central, linfomas de células T e doença de Hodgkin. A PCR é um dos métodos mais sensíveis para a detecção do genoma viral. A PCR no soro ou plasma, em conjunto com o painel de sorologia, é útil como teste confirmatório da infecção, uma vez que parte dos pacientes não apresenta anticorpos heterofílicos e a IgM VCM tem caráter transitório. Na Doença Linfoproliferativa Pós-Transplante (PTLD), onde encontramos tumores relacionados ao EBV, o DNA do EBV pode ser detectado no soro 7 a 50 dias antes do aparecimento dos tumores. Em pacientes HIV positivos com linfadenopatia generalizada persistente, a presença de DNA do EBV sérico apresenta risco aumentado de desenvolvimento do linfoma. A detecção do EBV DNA no líquor é uma abordagem prática e alternativa à sorologia ou à cultura para pacientes com complicações no SNC, que ocorrem em 1% dos casos, podendo ser a única manifestação clínica da infecção pelo EBV. No líquor, a PCR positiva em pacientes com AIDS e lesões focais cerebrais é um forte indicador de linfoma cerebral. O DNA do EBV pode ser encontrado em tecidos de diversos tumores malígnos e benígnos, incluindo linfomas, carcinoma nasofaríngeo e carcinoma gástrico.
    • Método
      Reação em Cadeia da Polimerase – PCR.
    • Valor de referência
      Negativo.
    • Condição
      1,0mL de líquor; 1,0mL de plasma (EDTA) ou 250mg de material de biópsia.
  • Eritrograma

    • Descrição
      Inclui a contagem de hemácias, hemoglobina, hematócrito e índices: HCM, VCM, CHCM, RDW. Útil no diagnóstico diferencial das anemias, deficiência de ferro, esferocitose hereditária, talassemia, intoxicação por chumbo, deficiência de folato, deficiência de B12, deficiência de vitamina B6, anemia perniciosa e anemia da gravidez. Também utilizados na avaliação das policitemias.
    • Método
      Citometria de fluxo
    • Valor de referência
      Veja hemograma.
    • Condição
      - 1,0mL de sangue total (EDTA). - J.D. 4h.
  • Eritropoetina

    • Descrição
      É um hormônio polipeptídico que regula a formação dos glóbulos vermelhos do sangue. Sua dosagem é útil na monitoração de níveis terapêuticos de EPO-recombinante administrada a pacientes com aplasia medular e anemias crônicas (insuficiência renal, pós-quimioterapia, AIDS). É também utilizada para diferenciação entre os quadros de policitemia primária e secundária. Encontra-se aumentada em estados, tais como, doença cardíaca cianótica, fístulas veno-arteriais, algumas doenças pulmonares hipoxêmicas, em moradores de altas altitudes e em pacientes com hemoglobinas mutantes com grande avidez pelo oxigênio. Pode ainda estar aumentada nos casos de Síndrome de Cushing, estenose de artéria renal, cistos renais e alguns tumores (hemangioblastoma do cerebelo, feocromocitoma, hepatoma, nefroblastoma, leiomiomas e adenocarcinoma renal), flebotomias, uso de esteróide anabolizantes e algumas drogas. Transfusões e estrogênios podem reduzir o nível da eritropoetina.
    • Método
      Quimioluminescência
    • Valor de referência
      2,6 a 34,0mU/mL
    • Condição
      - 0,5 mL de soro. - J.D. 4h. - Devido a variações na concentração da eritropoetina, a coleta deve ser realizada pela manhã, entre às 7:00 e às 12:00 horas.
  • Esquistossomose, anticorpos IgG

    • Descrição
      Detecção de anticorpos contra substrato de cercária apresenta sensibilidade máxima de 90% em pacientes com formas agudas da doença. Entretanto, podem não ser detectados em indivíduos com infecções leves ou moderadas. Reações falso-positivas podem ocorrer com outros parasitas intestinais (ancilóstoma, áscaris). Sorologia positiva não distingue infecção ativa, exposição prévia ou reinfecção. Resultados positivos podem permanecer após tratamento eficaz. A pesquisa de ovos pode positivar-se antes da sorologia.
    • Método
      Imunofluorescência indireta - Substrato cercária
    • Valor de referência
      < 1:40
    • Condição
      - 0,2mL de soro - líquor. - J.O. 8h. - A pesquisa de anticorpos no líquor deve ser realizada em paralelo com o soro, devido a possibilidade de contaminação do material durante a punção.
  • Estradiol, 17-beta (E2)

    • Descrição
      O 17-beta-estradiol é o estrogênio mais ativo e importante na mulher em idade reprodutiva. Na mulher, encontra-se em níveis baixos no hipogonadismo primário e secundário. O estradiol é medido para estudo dos casos de amenorréia e como guia para a monitoração do desenvolvimento folicular durante indução da ovulação. Estradiol é também produzido pelas glândulas adrenais, testículos e pela conversão periférica da testosterona. Pode-se observar níveis elevados nos tumores ovarianos, tumores feminilizantes adrenais, puberdade precoce feminina, doença hepática e ginecomastia masculina. Em mulheres menopausadas, a estrona, mais do que o estradiol, é o estrogênio circulante predominante. Em virtude das dosagens do estradiol ainda apresentarem grande variação entre diferentes laboratórios, sugere-se seu controle em um único laboratório.
    • Método
      Imunofluorimetria
    • Valor de referência
      - Fase folicular: 20 a 215pg/mL - Menopausa: até 25pg/mL - Fase luteínica: 20 a 230pg/mL - Fase ovulatória: 190 a 570pg/mL - Homem: até 35pg/mL - Pré-púbere: até 21pg/mL
    • Condição
      - 0,5mL de soro. - J.D. 4h.
  • Estriol livre

    • Descrição
      É o estrógeno mais importante da gravidez, representando mais de 90% do estrógeno nas gestantes. É sintetizado na placenta. A concentração de estriol pode estar reduzida na hipertensão induzida pela gravidez, nas gestações de fetos pequenos para a idade gestacional, na gestação molar, nas anormalidades fetais cromossômicas, na perda fetal, na deficiência de sulfatase placentária, na aplasia ou hipoplasia adrenal fetal e em casos de anencefalia. Valores isolados são de difícil interpretação, sendo mais importante as medidas seriadas. Outras causas de níveis reduzidos de estriol incluem habitantes de altas altitudes, pacientes em penicilinoterapia, uso de corticoesteróides, diuréticos, estrógenos entre outros. Estriol pode aumentar no caso de gestação múltipla e/ou uso de ocitocina. Apresenta pouca utilidade na presença de doença renal.
    • Método
      Imunofluorimetria
    • Valor de referência
    • Condição
      - 0,5mL de soro. - J.D. 4h.
  • Estrona (E1)

    • Descrição
      A estrona (E1) é o estrógeno mais potente que o estriol porém menos potente que o estradiol. É o principal estrógeno circulante após a menopausa. A maior parte da E1 está conjugada sob a forma de sulfato. A estrona é muito utilizada para avaliação do hipogonadismo, avaliação da puberdade precoce (completa ou parcial) e para diagnóstico de tumores feminilizantes e acompanhamento de reposição hormonal na menopausa, em alguns casos.
    • Método
      Radioimunoensaio
    • Valor de referência
      - Fase folicular: 15 a 100pg/mL - Fase ovulatória: 100 a 200pg/mL - Fase luteínica: 15 a 130pg/mL - Menopausa: 15 a 65pg/mL - Homem: 30 a 55pg/mL
    • Condição
      - 0,5mL de soro. - J.D. 4h.
  • Estudo genético fetal

    • Descrição
      Este estudo é realizado através da extração do DNA de material de aborto, permitindo identificar aneuploidias dos cromossomos 21, 18, 16, 13, X e Y que consistem em causa de parte dos abortamentos espontâneos.
    • Método
      PCR-STR – Microsatélites Fluorescentes
    • Valor de referência
    • Condição
      - Material de aborto ou restos ovulares. - Este estudo não substitui a citogenética clássica, principalmente em estudos de alterações estruturais.
  • Etanol

    • Descrição
      Avalia o nível de etanol, constituinte das bebidas alcoólicas, no organismo. A principal via de absorção é a oral, e a mais importante manifestação da sua intoxicação aguda é a depressão do sistema nervoso central. A taxa de metabolização do etanol é estimada entre 10 a 25 mg/dL/hora, sendo dependente de inúmeros fatores. As dosagens do etanol no sangue e urina podem ser utilizadas para investigação do abuso alcoólico, triagens e confirmação das suspeitas clínicas de intoxicação. Níveis sangüíneos maiores que 60 mg/dL são considerados como impeditivos para direção pela legislação atual. Níveis de etanol maiores de 500 mg/dL estão associados com inibição do centro respiratório e óbito. Podem também ser utilizadas para monitorização dos níveis de etanol no tratamento da intoxicação por metanol ou etilenoglicol.
    • Método
      Cromatografia gasosa (headspace)
    • Valor de referência
      - SANGUE Negativo até 5mg/dL Nota: segundo o Código Nacional de Trânsito o limite de alcoolemia para condução de veículos automotores é de seis decigramas por litro (60mg/dL). - URINA Negativo até 5 mg/dL
    • Condição
      - SANGUE 5,0mL de plasma fluoretado. Previamente à punção venosa, é recomendado a não utilização de substância alcoólica para anti-sepsia. É obrigatório o preenchimento do questionário. - URINA 5,0mL de urina (urina recente - urina início ou final jornada de trabalho).