Exames


  • Gabapentina

    • Descrição
      A gabapentina (Neurotinâ, Progresseâ) é uma droga utilizada como anticonvulsivante complementar no tratamento de crises convulsivas parciais, algumas neuralgias e afecções psiquiátricas. Sua absorção não é influenciada pela alimentação, estando menos de 3% da droga ligada às proteínas plasmáticas. Cerca de 90% da droga é excretada inalterada na urina, apresentando meia-vida de 5 a 7 horas. Antiácidos podem diminuir sua absorção. A gabapentina pode diminuir os níveis plasmáticos da fenitoína.
    • Método
      Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
    • Valor de referência
      Nível terapêutico Não estabelecido. Pode-se considerar de forma orientativa, níveis de 3,0 a 4,0 mg/L, três horas após a administração de 300,0 a 400,0mg.
    • Condição
      - 1,0mL de soro. - Coletar 3 a 4 horas após dose do medicamento ou C.O.M.
  • GAD, anticorpos anti

    • Descrição
      O diabetes mellitus tipo 1 é caracterizado pela infiltração linfocítica das ilhotas pancreáticas e auto-anticorpos contra uma variedade de antígenos das células beta. Anti-GAD são observados em 70% a 80% dos prédiabéticos e diabéticos tipo 1, incluindo 7% a 8% dos diabéticos com início na vida adulta. Anticorpos específicos para o GAD aparecem em até 10 anos antes do início clínico do diabetes mellitus. A positividade para o GAD aumenta a probabilidade de desenvolvimento do diabetes tipo 1 quando comparado com os indivíduos negativos. É positivo em 98% dos portadores da Síndrome Stiff-Man. Marcador encontrado também em um grupo de doenças auto-imunes como tireoidite, Doença de Graves, anemia perniciosa, vitiligo entre outras.
    • Método
      Radioimunoensaio
    • Valor de referência
      Menor que 1,0 U/mL
    • Condição
      - 0,2mL de soro. - J.D. 4h.
  • Galactose, pesquisa na urina

    • Descrição
      A detecção de galactose na urina é resultante da galactossemia. Trata-se de uma condição genética em que ocorre deficiência das enzimas galactose-1-fosfato-uridil-transferase ou da galactoquinase, não havendo conversão da galactose ingerida à glicose, acarretando no seu acúmulo e conseqüente galactosúria.
    • Método
      Precipitação com microscopia ótica
    • Valor de referência
      Negativo
    • Condição
      - 30mL de urina recente (jato médio da 1a urina da manhã). - Colher após 2 horas de ingestão de 1 copo de leite. - Enviar rapidamente ao laboratório.
  • Galactose, triagem neonatal

    • Descrição
      Ensaio utilizado para triagem de Galactosemia no Teste do Pezinho. A Galactosemia é uma doença autossômica recessiva, causada pela deficiência das enzimas galactose-1-fosfato-uridil-transferase (forma clássica), uridina-difosfato-galactose-4-epimerase e da galactoquinase. Acarreta no acúmulo da galactose no sangue e tecidos. Incidência de 1:60.000 a 1:80.000 nascidos. Manifesta-se com sinais e sintomas gastrintestinais, icterícia, catarata, retardo mental e susceptibilidade a sepse por E. coli. Dieta sem galactose deve ser mantida por toda vida para que se evite a manifestação da deficiência. Galactosemia transitória pode ocorrer, sendo indicado a confirmação laboratorial de resultados inicialmente elevados.
    • Método
      Enzimático colorimétrico
    • Valor de referência
      Até 10,0mg/dL
    • Condição
      2 círculos de sangue (separados) em papel de filtro, saturado nos dois lados do papel. Colher preferencialmente entre 3 e 30 dias de vida.
  • Gama-glutamil transferase (GGT)

    • Descrição
      É um marcador sensível de colestase hepatobiliar e do consumo de álcool. Nos quadros de icterícia obstrutiva níveis 5 a 50 vezes acima do normal são encontrados. A GGT duas vezes maior que o valor de referência com razão TGO/TGP > 2:1 sugere consumo alcoólico. Nas neoplasias de fígado valores elevados podem ocorrer. Níveis de GGT podem elevar-se durante o uso de fenitoína, fenobarbital, carbamazepina, ácido valpróico e contraceptivos. Diminuição dos valores podem ocorrer no uso de azatioprina, clofibrato, estrógenos e metronidazol.
    • Método
      Cinético Colorimétrico
    • Valor de referência
      Homem: 10 a 50U/L Mulher: 07 a 32U/L
    • Condição
      0,8mL de soro.
  • Gene CCR-5, pesquisa da deleção

    • Descrição
      A presença de deleção homozigota do gene CCR-5 leva à resistência à infecção pelo HIV-1 por cepas macro/monocitotrópicas. A deleção heterozigota está relacionada com um melhor prognóstico no paciente infectado.
    • Método
      Reação em Cadeia da Polimerase – PCR.
    • Valor de referência
      Ausência de deleção no gene CCR-5.
    • Condição
      10,0mL de sangue total (EDTA).
  • Gliadina, anticorpos IgA e IgG anti

    • Descrição
      Estes anticorpos são menos sensíveis do que os anticorpos anti-endomísio, contudo, a fração IgG poderá identificar pacientes celíacos com deficiência de IgA. Muitas pessoas normais e pacientes que apresentam outras causas de patologia inflamatória gastrintestinal podem ter anticorpos anti-gliadina positivos. Consequentemente, o valor preditivo positivo destes anticorpos na população geral é baixo. Por outro lado, anticorpos anti-gliadina IgA tornam-se úteis em crianças sintomáticas menores que dois anos e na presença de enteropatia leve devido à possibilidade de falso-negativos para os anticorpos anti-endomísio e anti-tTG nestes casos. Os níveis de anticorpos anti-gliadina IgA tornam-se indetectáveis entre três a seis meses após a retirada do glúten da dieta.
    • Método
      Imunoensaio enzimático
    • Valor de referência
      Negativo: índice inferior a 1,0 Indeterminado: entre 1,0 e 1,4 Reagente: índice superior a 1,4
    • Condição
      0,5mL de soro para cada.
  • Glicose-6- fosfato-dehidrogenase G6PD, triagem neonatal

    • Descrição
      A deficiência de G6PD é um defeito enzimático comum, de causa genética, ligado ao cromossomo X. Incide em até 10% da população. Acarreta susceptibilidade a crises de hemólise, induzida por drogas (sulfas, anti-maláricos, paracetamol, anti-histamínicos), infecções bacterianas e viróticas e pela ingestão de fava. Pode se manifestar com anemia esferocítica e icterícia neonatal. Níveis elevados de G6PD podem ser encontrados ao nascimento (até 12 meses de idade) e em outras situações em que ocorram predomínio de hemácias jovens (ex: anemias hemolíticas) sem significado patológico. Amostras expostas a altas temperaturas e/ou umidade podem exibir baixa atividade de GP6D por inativação de enzima. Na ocorrência de níveis baixos no teste do pezinho, deve-se realizar a dosagem de G6PD no sangue. Detecção molecular da mutação 202 (G-A) da G6PD também está disponível.
    • Método
      Enzimático colorimétrico
    • Valor de referência
      Superior a 2,1m/g Hb
    • Condição
      2 círculos de sangue (separados) em papel de filtro, saturado nos dois lados do papel. Colher preferencialmente entre 3 e 30 dias de vida.
  • Glicose-6-fosfato-desidrogenase (G6PD, dosagem)

    • Descrição
      A deficiência de G6PD é uma enzimopatia comum, genética, ligada ao cromossomo X. Incide em até 10% da população. Acarreta em uma susceptibilidade a crises de hemólise, induzida por drogas (sulfas, antimaláricos, paracetamol, anti-histamínicos), infecções bacterianas e viróticas e pela ingestão de fava. Pode se manifestar com anemia esferocítica e icterícia neonatal. Níveis elevados de G6PD podem ser encontrados ao nascimento (até 12 meses de idade) e em outras situações em que ocorram predomínio de hemácias jovens (ex.: anemias hemolíticas) sem significado patológico. Na ocorrência de níveis baixos no teste do pezinho, deve-se realizar a dosagem de G6PD no sangue. Detecção molecular da mutação 202 (GA) da G6PD também está disponível.
    • Método
      Enzimático
    • Valor de referência
      4,6 a 13,5U/G Hb Nota: Níveis elevados de G6PD podem ser encontrados ao nascimento e em outras situações onde ocorram predomínio de hemácias jovens (exemplo: anemias hemolíticas), sem significado patológico. Cálculo final baseado em hemoglobina média de 12,1g/dL.
    • Condição
      - 1,0mL de sangue total (heparina/EDTA/ACD). - J.D. 4h.
  • Glicose, dosagem

    • Descrição
      Soro: segundo a American Diabetes Association, a presença de um dos critérios abaixo e sua confirmação num dia subseqüente indica o diagnóstico de diabetes melito: 1) Sintomas de diabetes melito com glicemia independente do jejum maior ou igual a 200mg/dL. 2) Glicemia de jejum maior ou igual a 126mg/dL. 3) Glicemia maior que 200mg/dL após duas horas após administração oral de 75g de glicose anidra (82,5g de dextrosol) dissolvida em água (teste de tolerância). Pacientes com glicemia de jejum entre 100mg/dL e 125mg/dL são classificados como portadores de glicemia de jejum prejudicada. Leucocitose, hemólise e glicólise em amostras submetidas ao calor ou não imediatamente dessoradas podem determinar hipoglicemia espúria.
    • Método
      Colorimétrico Enzimático
    • Valor de referência
      - 60 a 99mg/dL - Nota: The Expert Commitee on The Diagnosis and Classification of Diabetes Mellitus. Follow-up Report on the Diagnosis of Diabetes Mellitus. Diabetes Care. 2003; 26(11): 3160-3167.
    • Condição
      - 0,8mL de soro ou plasma (Fluoreto). - J.O. 8h a 14 horas para adulto. Criança C.O.M.
  • Glicose, pesquisa na urina

    • Descrição
      A glicosúria decorre mais comumente do diabete melito. Entretanto, outras condições podem determinar glicosúria: dietas ricas em glicose antes da coleta, uso de glicose parenteral, feocromocitoma, glicosúria renal, pancreatite aguda, hipertireoidismo, acromegalia, síndrome de Cushing. Normalmente glicosúria só é detectada quando a glicemia é superior a 160mg/dL. Falso-negativo pode ocorrer no uso de ácido ascórbico. Níveis de glicose no sangue oscilam sendo que uma pessoa normal poderá apresentar glicosúria após uma refeição rica em glicose. Nas doenças que afetam a reabsorção tubular (síndrome de fanconi, nefropatia tubular avançada) a glicosúria não vem acompanhada por hiperglicemia. Outras causas de glicosúria sem hiperglicemia são as lesões do sistema nervoso central, os distúrbios da tireóide e a gravidez.
    • Método
      Colorimétrico/Enzimático
    • Valor de referência
      Negativo
    • Condição
      30,0mL de urina (jato médio 1a urina da manhã - urina 12h ou 24h).
  • Gordura fecal, pesquisa

    • Descrição
      A pesquisa da gordura fecal é realizada por meio de exame microscópico com corante Sudam III. Trata-se de um teste de triagem mais simples, com boa correlação com a dosagem na investigação da esteatorréia.
    • Método
      Sudam III – Pesquisa em microscopia ótica
    • Valor de referência
      Menos de 5% de gordura fecal
    • Condição
      - Fezes recente (sem conservantes). Cerca de metade do volume do frasco próprio para fezes. - Não fazer uso de laxantes e/ou supositórios. Evitar a contaminação das fezes com a urina. - Enviar rapidamente ao laboratório.
  • Grupo sangüíneo + fator Rh/DU

    • Descrição
      Os antígenos eritrocitários são geneticamente determinados e podem ser classificados em diversos sistemas. Os de maior expressão são os sistemas ABO e Rh ou CDE. A determinação dos antígenos eritrocitários deve ser feita para transfusão, transplantes, pré-natal ou para auxiliar na exclusão de paternidade.
    • Método
      Classificação em tubo e Micro Typing System
    • Valor de referência
    • Condição
      3,0mL de sangue total (EDTA/citrato/heparina).