Exames


  • Haptoglobina

    • Descrição
      A haptoglobina é uma proteína de fase aguda (alfa2-glicoproteína), produzida no fígado, que se liga irreversivelmente à hemoglobina após a hemólise, formando um complexo que é removido pelas células de Kuppfer. É o marcador mais sensível de hemólise onde seus níveis estão diminuídos (ex.: hemoglobinopatias, anemias megaloblásticas, anemias hemolíticas induzidas por drogas). Embora seja um reator de fase aguda fraco e tardio, processos inflamatórios agudos podem falsear resultados verdadeiramente baixos. Hepatopatias e uso de estrógeno podem causar níveis diminuídos. Cerca de 1% da população apresenta deficiência genética de haptoglobina.
    • Método
      Nefelometria
    • Valor de referência
      Recém-nascido: 5,0 a 48,0 mg/dL 6 meses a 16 anos: 25,0 a 138,0mg/dL Adultos: 36,0 a 195,0 mg/dL
    • Condição
      0,5mL de soro. J.O. 8h.
  • HBeAg

    • Descrição
      O antígeno “e” é detectável no sangue ao mesmo tempo que o HBsAg. Sua presença denota replicação viral e infecciosidade. O desaparecimento do HBeAg é indicativo de redução da replicação viral, embora não exclua essa possibilidade (variante HBeAg-minus). Nos casos auto-limitados, soroconversão ocorre em poucas semanas, surgindo o anti-HBe. Na evolução para formas crônicas, com o HBsAg persistindo por mais de 6 meses, a presença do HBeAg geralmente corresponde a um prognóstico de maior gravidade. Nas cepas com mutação pré-core (não produtores de proteína “e”) este marcador não é detectável apesar da replicação viral.
    • Método
      Imunoensaio enzimático de micropartículas - MEIA
    • Valor de referência
      Negativo
    • Condição
      - 0,5mL de soro ou plasma (EDTA). - J.O. 8h.
  • HBsAg (Antígeno Austrália)

    • Descrição
      É o antígeno de superfície (Austrália). Torna-se detectável 2 a 8 semanas após início da infecção, duas a seis semanas antes das alterações da ALT e duas a cinco semanas antes dos sinais e sintomas. Ocasionalmente, pode ser detectado apenas após 12 semanas. Nos casos agudos e auto-limitados, o HBsAg usualmente desaparece em 1 a 2 meses após início dos sintomas. Persistência do HBsAg por vinte semanas após a infecção primária prediz persistência de positividade indefinidamente. Em termos práticos, sua positividade está associada com infecciosidade, estando presente nas infecções aguda ou crônica pelo HBV. Um resultado de HBsAg positivo deve sempre ser confirmado e complementado com outros marcadores de infecção. Deve-se considerar, ainda, a detecção de HBsAg positivo transitório após vacinação.
    • Método
      Imunoensaio enzimático
    • Valor de referência
      Negativo Obs.: Este exame pode, embora raramente, apresentar resultados falso-positivos ou falso-negativos, que é uma característica do método. Em caso de incompatibilidade clínica, à critério de seu médico, deverão ser feitos testes confirmatórios. Este exame só deve ser interpretado pelo médico.
    • Condição
      - 0,5mL de soro ou plasma (EDTA). - J.O. 8h.
  • HCG, beta

    • Descrição
      O HCG é uma glicoproteína composta de 2 subunidades (alfa e beta). O beta-HCG dosado por quimioluminescência é sensível o bastante para detectar uma gravidez normal às vezes tão cedo quanto após 7 dias da implantação, embora o mais seguro seja 15 dias após a implantação. Deve-se ter em mente, no entanto, que variações são observadas quanto ao prazo usual da implantação e que a detecção do beta- HCG pode sofrer interferências da metodologia utilizada e da presença rara, mas possível dos anticorpos heterofílicos. Algumas das metodologias para detecção do HCG são direcionadas primariamente para o diagnóstico de gravidez, tais ensaios não necessariamente detectam moléculas degradadas ou homogêneas encontradas nas doenças trofoblásticas. Está aumentado na gravidez, coriocarcinoma, mola hidatiforme, e neoplasias de células germinativas dos ovários e testículos. Pode estar pouco elevado na gravidez ectópica e na gravidez de risco (risco de aborto) quando os níveis podem cair progressivamente.
    • Método
      Quimioluminescência
    • Valor de referência
      Diagnóstico de Gravidez De 0 a 5mUI/mL: negativo De 5 a 50mUI/mL: indeterminado Acima de 50mUI/mL: positivo Nota: Na presença de resultados indeterminados, sugere-se, a critério clínico, repetição após 72 horas. Quando os resultados estiverem entre 5 e 100mUI/mL, atenção especial para sua evolução. Um resultado negativo não deve ser considerado isoladamente para exlusão de gravidez, sugerindo, a critério médico, repetição após 7 dias, quando houver persistência da suspeita clínica. Homem: 0 a 5mUI/mL
    • Condição
      - 0,5mL de soro. - J.D. 4h.
  • Helicobacter pylori, anticorpos IgG e IgM

    • Descrição
      O H. pylori é uma bactéria gram-negativa que tem forte associação com úlcera gástrica, duodenal e gastrite crônica. Tem prevalência de 90% nos países em desenvolvimento. Infecção persistente está relacionada com risco aumentado de carcinoma e linfoma gástricos. Sua associação com dispepsia não ulcerosa é menos definida. A sorologia para H. pylori é um dos métodos de detecção. Os imunoensaios têm sensibilidade de 95% e especificidade de 90%. Possibilidade de falso-negativos em imunocomprometidos, idosos e pacientes em diálise. Uso crônico de anti-inflamatórios esteróides podem diminuir a sensibilidade do teste. Em pacientes não tratados, títulos de anticorpos permanecem elevados por anos. Após tratamento de erradicação efetivo, níveis de anticorpos podem cair para valores de 50% dos iniciais, mas também podem permanecer positivos por anos. Na presença de H. pylori suprimido, mas não erradicado, pode ocorrer redução transitória dos anticorpos, com sua elevação após suspensão do tratamento. Veja também Helicobacter pylori, PCR e teste respiratório.
    • Método
      Imunoensaio enzimático
    • Valor de referência
      - IgG Negativo: < 18U/mL Indeterminado: entre 18 e 22 U/mL Reagente: > 22U/mL - IgM Negativo  índice < 0,90 Indeterminado: índice maior ou igual a 0,90 e menor ou igual a 1,10 Reagente: > 1,10
    • Condição
      - 0,5mL de soro. - J.O. 8h.
  • Helicobacter pylori, PCR qualitativa

    • Descrição
      O Helicobacter pylori (HP) é uma bactéria Gram negativa espiralada que coloniza a mucosa gástrica. A infecção pelo HP é adquirida pela ingestão oral da bactéria e transmitida principalmente entre familiares na primeira infância. Baixos níveis sócio-econômico e sanitário estão associados ao aumento da prevalência da infecção. Há significante evidência de que o HP está associado à etiologia da doença ulcerosa, ao câncer gástrico e ao linfoma MALT (Tecido Linfóide Associado à Mucosa) gástrico. A PCR pode ser usada para o diagnóstico preciso da infecção por HP e não requer que a bactéria esteja viva quando testada. Esta técnica permite ainda identificar as cepas Cag A positivas que estão associadas a um maior risco de desenvolvimento de adenocarcinoma gástrico. Outra vantagem do uso da PCR está na análise do suco gástrico, apresentando 96% de sensibilidade e 100% de especificidade no diagnóstico da infecção por HP. Para controle de cura de erradicação, deverá ser solicitado 3 meses após a terapêutica antimicrobiana.
    • Método
      Reação em Cadeia da Polimerase Multiplex - Multiplex PCR (amplificação de quatro regiões diferentes do DNA: Cag A, Flagelina, Urea C e 16S RNA).
    • Valor de referência
    • Condição
      Material de biópsia: colher em tubo ou frasco estéril, imerso em álcool a 70%. Não enviar em formol. Congelar e enviar em gelo seco. Suco gástrico: colher 5mL, em tubo ou frasco estéril, refrigerar e enviar em até 24 horas.
  • Hemácias, líquido seminal

    • Descrição
      Avaliação do número de hemácias presentes no líquido seminal por microscopia ótica.
    • Método
      Direto microscopia ótica
    • Valor de referência
      Até 1.000.000/mL
    • Condição
      0,3mL de esperma.
  • Hemocultura

    • Descrição
      A hemocultura auxilia no diagnóstico de processos infecciosos sistêmicos. Alguns fatores podem interferir no resultado da hemocultura como possibilidade de contaminação com flora normal da pele, volume do sangue cultivado, tipos de meios utilizados e uso de antibióticos. O número de amostras necessárias e o intervalo entre as coletas variam de acordo com a suspeita clínica.
    • Método
      Sistemas de isolamento e identificação.
    • Valor de referência
      Negativo.
    • Condição
      Criança: 1,0 a 5,0mL de sangue total. Adulto: 5,00 a 10,0mL de sangue total: conforme seja o frasco de hemocultura de 45 ou 90 mL. - Deve-se, preferencialmente, não estar em uso de antimicrobianos.
  • Hemoglobina A2

    • Descrição
      A hemoglobina A2 é formada por duas cadeias tipo alfa e duas cadeias tipo delta. Sua determinação é indicada na pesquisa das beta-talassemias, onde ocorre falha na síntese de cadeias beta, resultando em um excesso de cadeias alfa. Nos heterozigóticos (talassemias minor) há produção reduzida de HbA e aumento de HbF e HbA2.
    • Método
      Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
    • Valor de referência
      2,5 a 3,7%
    • Condição
      5,0mL de sangue total (EDTA).
  • Hemoglobina fetal

    • Descrição
      A HbF é formada por duas cadeias tipo alfa e duas tipo gama. Normalmente o valor da HbF para crianças no primeiro mês de vida é de 40% a 90%. Este valor decresce gradativamente atingindo o valor normal de adulto aproximadamente no 5o mês de vida. Sua determinação está indicada no diagnóstico das betatalassemias (minor, intermediária e major) quando serão encontrados valores aumentados de HbF. Também se presta para o diagnóstico da persistência hereditária de hemoglobina fetal. Taxas altas de HbF podem ser encontradas em alguns casos de esferocitose hereditária, anemia falciforme, leucemias agudas e crônicas.
    • Método
      Singer / Betke / Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
    • Valor de referência
      Singer: até 3,0% Betke: até 2,0% HPLC: até 2,0 %
    • Condição
      5,0mL de sangue total (EDTA).
  • Hemoglobina H, pesquisa

    • Descrição
      A hemoglobina H é formada por tetrâmeros de cadeias beta. Na doença da hemoglobina H, inclusões específicas são facilmente demonstráveis em grande número nos eritrócitos. Deve-se ressaltar que não há formação de corpos de Heinz. Nos portadores de traços alfa-talassêmicos pode ser difícil a visualização, pois os agregados apresentam-se em menor quantidade ou são raros.
    • Método
      Azul de Cresil brilhante
    • Valor de referência
      Ausência de hemoglobina H.
    • Condição
      1,0mL de sangue total (EDTA).
  • Hemoglobina S, teste de solubilidade

    • Descrição
      O teste positivo indica presença da hemoglobina anômala S em heterozigose ou homozigose. Testes falsopositivos podem ocorrer em pacientes com policitemias e algumas hemoglobinopatias raras. Testes falsonegativos podem ocorrer por quantidades indetectáveis de hemoglobina S.
    • Método
      Ditionito de sódio
    • Valor de referência
      Negativo
    • Condição
      1,5mL de sangue total (EDTA, heparina ou citrato).
  • Hemoglobina, eletroforese de

    • Descrição
      A análise das hemoglobinas constitui importante método diagnóstico para estudo das anemias hemolíticas e talassemias. A principal hemoglobina (Hb) dos adultos é a HbA, com pequenas quantidades de HbA2 e HbF. A HbF predomina, ao nascimento, com seus níveis, decrescendo até os 6 meses de idade. São conhecidas, aproximadamente, 400 hemoglobinas variantes. As anormalidades da síntese da hemoglobina são divididas em 3 grupos: 1) produção de molécula anormal (ex: drepanocitose); 2) redução na quantidade de proteína normal (ex: talassemia); 3) anormalidade de desenvolvimento (ex: persistência de hemoglobina fetal). O método HPLC (Cromatografia Líquida de Alta Performance) é reprodutível e preciso para determinação de hemoglobinas variantes. Permite a quantificação precisa da HbA2, sendo importante para diagnóstico do traço talassêmico. Ao contrário da eletroforese em gel de agarose, em pH alcalino, a HPLC permite diferenciações, como por exemplo, entre HbA2 e HbC, entre HbS e HbD, e entre HbG e Hb Lepore. Acrescenta-se, que por meio da HPLC um grande número de Hb anômalas, antes desconhecidas, foram especificadas, uma vez que migravam em áreas comuns à eletroforese.
    • Método
      Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
    • Valor de referência
      Hemoglobina A1: 94,3 a 96,5% Hemoglobina A2: 2,5 a 3,7% Hemoglobina Fetal: até 2,0 %
    • Condição
      5,0mL de sangue total (EDTA).
  • Hemoglobinopatias, triagem neonatal

    • Descrição
      Utilizado para triagem de hemoglobinopatias no Teste do Pezinho. As hemoglobinopatias são um grupo de desordens genéticas caracterizadas pela produção anormal de cadeias de hemoglobina. Apresentam alta prevalência na população brasileira em virtude da miscigenação racial. O recém-nascido normal apresenta HbA e hemoglobina fetal (HbF). A HbF predomina ao nascimento, com seus níveis decrescendo até os 6 meses de idade. São conhecidas, aproximadamente, 400 hemoglobinas variantes. As anormalidades da síntese da hemoglobina são divididas em 3 grupos: 1) produção de molécula anormal (ex.: drepanocitose); 2) redução na quantidade de proteína normal (ex.: talassemia); 3) anormalidade de desenvolvimento (ex.: persistência de hemoglobina fetal). Resultados anormais devem ser confirmados após 4 meses de idade com eletroforese de hemoglobina (HPLC em sangue total em EDTA).
    • Método
      Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
    • Valor de referência
      Ausência de Hemoglobina anômala
    • Condição
      2 círculos de sangue (separados) em papel de filtro, saturado nos dois lados do papel. Colher preferencialmente entre 3 e 30 dias de vida.
  • Hemograma

    • Descrição
      Constitui importante exame de auxílio diagnóstico para doenças hematológicas e sistêmicas. Rotineiramente indicado para avaliação de anemias, neoplasias hematológicas, reações infecciosas e inflamatórias, acompanhamento de terapias medicamentosas e avaliação de distúrbios plaquetários. Fornece dados para classificação das anemias de acordo com alterações na forma, tamanho, cor e estrutura das hemácias e conseqüente direcionamento diagnóstico e terapêutico. Orienta na diferenciação entre infecções viróticas e bacterianas, parasitoses, inflamações, intoxicações e neoplasias através das contagens global e diferencial dos leucócitos e avaliação morfológica dos mesmos. Através de avaliação quantitativa e morfológica das plaquetas sugere o diagnóstico de patologias congênitas e adquiridas.
    • Método
      Sistema automatizado: citometria de fluxo, laser, absorção espectrofométrica, dispersão óptica/fluorescência
    • Valor de referência
    • Condição
      - 1,0mL de sangue total (EDTA). - J.D. 4h.
  • Hemossedimentação (VHS)

    • Descrição
      A velocidade de hemossedimentação (VHS) é um fenômeno não específico e sua medida é clinicamente útil em desordens associadas com produção aumentada de proteínas de fase aguda. Na artrite reumatóide e tuberculose é um índice de progressão da doença. Na arterite temporal é útil ao diagnóstico quando mostra valores muito elevados. A VHS aumentada ocorre precocemente no infarto agudo do miocárdio e linfomas. É também útil como teste de triagem em exames de rotina. Nem sempre uma VHS aumentada indica presença de doença, pois é também influenciada pela idade, ciclo menstrual, endocrinopatias, doença ulcerosa, cardiomiopatias, asma e uso de medicamentos.
    • Método
      Wintrobe
    • Valor de referência
      Homem: 0 a 15 mm na 1a hora Mulher: 0 a 20 mm na 1a hora Criança: 0 a 20 mm na 1a hora
    • Condição
      - 1,0 tubo de sangue total (Vacutec ou EDTA). - J.D. 8h.
  • Hepatite A (HAV total, IgG, anti)

    • Descrição
      Anti-HAV IgG: é detectado logo após anti-HAV IgM e seus títulos aumentam gradualmente com a infecção, persistindo por toda a vida e indicando imunidade. A resposta imunológica à vacina contra hepatite A é fundamentalmente do tipo IgG, sendo que o anti-HAV IgG pode não ser detectado após vacinação, uma vez que os títulos de anticorpos induzidos pela vacina são, em geral, mais baixos que os induzidos pela infecção natural. Na prática, não é indicado a mensuração dos títulos de anticorpos após a vacinação, uma vez que o limiar de corte dos testes comercializados é superior ao nível mínimo reconhecido como protetor.
    • Método
      Imunoensaio enzimático de micropartículas - MEIA
    • Valor de referência
      Negativo
    • Condição
      - 0,5mL de soro ou plasma (EDTA) para cada. - J.O. 8h.
  • Hepatite A (HAV total, IgM, anti)

    • Descrição
      Anti-HAV IgM: é um marcador da fase aguda. Surge concomitantemente com o desaparecimento do antígeno viral e permanece por 3 a 6 meses em aproximadamente 80% a 90% dos pacientes e por até um ano em 10% dos casos. Apresenta sensibilidade de 100% e especificidade de 99% para hepatite aguda. Ocasionalmente o teste é negativo quando da apresentação clínica, mas repetição do mesmo em 1 a 2 semanas demonstrará positividade. Reações cruzadas com o vírus Epstein-Barr e da rubéola são raramente descritas.
    • Método
      Imunoensaio enzimático de micropartículas - MEIA
    • Valor de referência
      Negativo
    • Condição
      - 0,5mL de soro ou plasma (EDTA) para cada. - J.O. 8h.
  • Hepatite B, PCR qualitativa

    • Descrição
      A hepatite B é causada por um vírus envelopado de DNA circular, da família Hepadnaviridae. Cerca de 10% das infecções pelo HBV tornam-se crônicas, variando o quadro clínico desde o estado de portador assintomático à hepatite crônica ativa, que pode evoluir para a cirrose hepática e câncer hepatocelular. A pesquisa de DNA do HBV no soro é o marcador mais sensível na avaliação de infectividade e replicação viral em pacientes portadores crônicos. Poderá ser utilizada nos casos de positividade isolada do Anti-HBc (HBsAg e Anti-HBs negativos) indicando a presença de infecção “oculta” em caso de positividade. Outra aplicação seria a detecção de mutantes do envelope, em região conhecida como determinante “a” (pacientes com infecção ativa pelo vírus B e HBsAg negativos). Para monitorização de tratamento anti-viral é recomendado o uso da PCR quantitativa.
    • Método
      Reação em Cadeia da Polimerase – PCR.
    • Valor de referência
      Negativo. Obs: este exame pode apresentar, embora raramente, resultados falso-positivo e falso-negativo, que é uma característica do método.
    • Condição
      1,0mL de soro.
  • Hepatite B, teste de resistência aos antivirais

    • Descrição
      Indicado para avaliação do paciente que não está respondendo ao tratamento com a lamivudina, ajudando a guiar possíveis decisões terapêuticas contra o HBV. O surgimento de mutações no gene da DNA polimerase do HBV levam à resistência a estes anti-virais, permitindo o reaparecimento do DNA do vírus no soro, principalmente em indivíduos submetidos a uma terapia prolongada. As mutações associadas à resistência ao tratamento anti-viral são:  Mutação L528M: a substituição do aminoácido leucina (L) pela metionina (M) na posição 528 na proteína da DNA polimerase leva a redução de 18 vezes da sensibilidade à lamivudina.  Mutação na região YMDD da DNA polimerase (posição 552): - Mutação M552V: a substituição da metionina (M) pela valina (V) na posição 552, leva a uma redução de 150 a 300 vezes da sensibilidade à lamivudina. - Mutação M552I: a substituição da metionina (M) pela isoleucina (I) na posição 552 está relacionada com uma resistência à lamivudina bastante acentuada, com redução de cerca de 10.000 vezes da sensibilidade.
    • Método
      Amplificação do gene da DNA polimerase do HBV utilizando a reação em cadeia da polimerase (PCR) e análise com enzima de restrição (RFLP). É um teste rápido e sensível, capaz de estabelecer precocemente o diagnóstico de resistência genética às drogas.
    • Valor de referência
    • Condição
      2,0mL de soro.
  • Hepatite C (HCV, anti)

    • Descrição
      O vírus da hepatite C freqüentemente causa infecção assintomática, entretanto, 70% dos infectados evoluem para forma crônica, sendo que 20% desses evoluirão para cirrose após 20 anos de infecção. A janela imunológica tem sido descrita como de até seis meses, entretanto, ensaios de terceira geração, podem reduzir esse tempo para seis a nove semanas. Falso-positivos podem ocorrem em grávidas, vacinação para influenza, hipergamaglobulinemia, fator reumatóide e doenças reumáticas. Cerca de 50% dos doadores com anti-HVC positivo, são falso-positivos. É descrito para estes ensaios sensibilidade de 99% em indivíduos imunocompetentes e de 60% a 90% em imunocomprometidos. A confirmação da soropositividade requer, à critério médico, complementação da investigação com RIBA (ensaio immunoblot recombinante) ou reação em cadeia da polimerase (PCR).
    • Método
      Imunoensaio enzimático - ELISA
    • Valor de referência
      Índice < 1,0: negativo Índice de 1,0 a 2,0: indeterminado Índice > 2,0: reagente
    • Condição
      - 0,5mL de soro ou plasma (EDTA/citrato/oxalato de potássio). - J.O. 8h.
  • Hepatite C, bDNA (quantitativo)

    • Descrição
      Exame útil para determinar a carga viral para avaliação da resposta terapêutica e acompanhamento do paciente infectado pelo HCV. Valores iguais ou superiores a 800.000UI/mL (carga viral alta) são considerados como preditores de pior prognóstico. O valor mínimo quantificável é de 615UI/mL.
    • Método
      Técnica de DNA ramificado – Amplificação do sinal.
    • Valor de referência
      Não detectável. Obs.: este exame pode apresentar, embora raramente, resultados falso-positivo e falso-negativo, que é uma característica do método.
    • Condição
      1,0mL de soro ou plasma (EDTA/ACD).
  • Hepatite C, genotipagem

    • Descrição
      O vírus da hepatite C (HCV) apresenta alta variabilidade genética, o que leva a uma grande heterogeneidade em suas seqüências de nucleotídeos. Baseado em estudos de seqüenciamento genético, o HCV foi classificado em seis genótipos maiores e vários subtipos designados como: 1a, 1b, 1c, 2a, 2b, 2c, 3a, 3b, 4, 5 e 6. Portadores do vírus do genótipo 1, principalmente o 1b, apresentam doença mais grave e pior resposta ao tratamento com interferon. Sendo assim, a genotipagem do HCV auxilia no prognóstico e conduta terapêutica do paciente com infecção crônica. É necessária uma carga viral superior a 1.000UI/mL para que esse exame possa ser realizado. Amostras com quantidades inferiores à sensibilidade do teste podem não apresentar partículas virais suficientes para a amplificação e análise do gene do HCV e o resultado será liberado como inconclusivo.
    • Método
      Transcrição Reversa, Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) e análise dos fragmentos após digestão com
    • Valor de referência
    • Condição
      2,0mL de soro ou plasma (EDTA, ACD).
  • Hepatite C, PCR quantitativa

    • Descrição
      Exame também útil para determinar a carga viral para avaliação da resposta terapêutica e acompanhamento do paciente infectado pelo HCV. Valores iguais ou superiores a 800.000UI/mL (carga viral alta) são considerados como preditores de pior prognóstico. O valor mínimo quantificável é de 600 UI/mL.
    • Método
      Reação em Cadeia da Polimerase (PCR).
    • Valor de referência
      Não detectável. Obs.: este exame pode apresentar, embora raramente, resultados falso-positivo e falso-negativo, que é uma característica do método.
    • Condição
      1,0mL de soro ou plasma (EDTA/ACD).
  • Hepatite C, qualitativo por TMA

    • Descrição
      O HCV é o principal agente das hepatites não-A não-B. É um vírus RNA pertencente à família Flaviviridae. A infecção aguda é freqüentemente inaparente e cronifica-se em cerca de 50% a 60% dos casos, podendo evoluir para hepatite crônica. Eventualmente, pode progredir para a cirrose hepática e carcinoma hepatocelular. A realização do TMA é indicada para: - Confirmar a presença da infecção ativa (com replicação viral) pelo HCV, após um resultado sorológico indeterminado ou positivo (pesquisa de anticorpo anti-HCV). - Fazer o diagnóstico da infecção pelo HCV em pacientes imunodeprimidos (HIV, transplante) que podem permanecer soronegativos. - Detectar a presença do vírus precocemente, a partir da 1a a 2a semana após a exposição. - A sensibilidade do HCV TMA é de 6 UI/mL.
    • Método
      Amplificação Mediada por Transcrição – TMA.
    • Valor de referência
      Negativo. Obs.: este exame pode apresentar, embora raramente, resultados falso-positivo e falso-negativo, que é uma característica do método.
    • Condição
      2,0mL de soro ou plasma (EDTA/ACD).
  • Hepatite D (HDV, anti)

    • Descrição
      É causada por um RNA vírus incompleto que necessita, como envoltório, do antígeno de superfície do vírus da hepatite B para sua expressão. Em indivíduos infectados pelo HBV ocorre uma simbiose que resulta em uma partícula híbrida constituída, no seu interior, de antígeno e genoma delta recoberto por HBsAg. Infecção pode ocorrer como co-infecção (pacientes infectados simultaneamente pelo vírus B e vírus Delta) ou superinfecção (pacientes já infectados pelo vírus B que contraem a infecção pelo vírus Delta). A superinfecção pelo HDV resulta em 95,5% de cronicidade. O diagnóstico baseia-se em imunoensaios para anti-HDV que utilizam antígenos recombinantes do HDAg. Surge 5 a 7 semanas após a infecção. É importante salientar que anti- HDV pode formar-se tardiamente na co-infecção.
    • Método
      Imunoensaio enzimático
    • Valor de referência
      Negativo
    • Condição
      - 0,3mL de soro. - J.O. 8h.
  • Hepatite E (HEV, anti)

    • Descrição
      A hepatite E tem transmissão fecal-oral e apresenta clínica similar à hepatite A, sendo, porém, mais grave. Apresenta período de incubação de 2 a 9 semanas, com alto percentual de casos fatais em gestantes (20%). O anti-HEV IgM é o marcador de infecção recente mais conveniente para o diagnóstico da infecção pelo HEV. É detectado em mais de 90% dos pacientes e persiste por 3 meses em 50% dos pacientes.
    • Método
      Imunoensaio enzimático
    • Valor de referência
      Negativo
    • Condição
      - 0,2mL de soro. - J.O. 8h.
  • Herpesvírus simples 1 e 2, sorologia

    • Descrição
      A sorologia para o herpesvírus simples (HSV) tipo 1 e tipo 2 pode ser realizada de forma separada ou conjunta e por meio da pesquisa de anticorpos IgM e IgG. Cerca de 90% da população apresenta anticorpos contra o HSV-1 aos 30 anos de idade. Cerca de 15% a 30% dos adultos com vida sexual ativa apresentam anticorpos contra o HSV-2. A infecção primária pelo HSV-1 é geralmente assintomática, mas pode determinar gengivoestomatite acompanhada de sintomas sistêmicos. Cerca de 70% das infecções genitais pelo herpesvírus são causadas pelo HSV-2. A presença de anticorpos IgM nas duas primeiras semanas de vida estabelece o diagnóstico de infecção congênita, pois na infecção neonatal os anticorpos são detectados de duas a quatro semanas após a infecção. Em outras fases da vida, a detecção de IgM pode estar presente ou não nas recorrências. Em caso de quadro clínico sugestivo, recomenda-se a colheita de duas amostras: uma na fase aguda e outra após 15 dias, onde a elevação do título de pelo menos duas vezes sugere o diagnóstico.
    • Método
      Imunoensaio enzimático
    • Valor de referência
      Negativo
    • Condição
      - 0,5mL de soro ou líquor para cada. - J.O. 8h.
  • Hidroxiprolina total

    • Descrição
      A hidroxiprolina é um aminoácido presente no colágeno, sendo abundante na matriz óssea. A excreção urinária de hidroxiprolina reflete o metabolismo ósseo, estando elevado na ocorrência de reabsorção e destruição óssea. Níveis elevados são encontradas em crianças, na Doença de Paget, após fraturas e no hiperparatireoidismo. Por sofrer interferências do colágeno proveniente da dieta e dos demais tecidos, esse teste possui menor especificidade que as dosagens de piridinolinas e do C-Telopeptídeo.
    • Método
      Colorimétrico
    • Valor de referência
      1 a 5 anos: 10 a 38mg/24 horas 6 a 10 anos: 12 a 58mg/24 horas 11 a 20 anos: 70 a 140mg/24 horas > 20 anos: 5 a 25mg/24 horas
    • Condição
      - Urina de 24h. - Usar HCl 50% 20mL/L de urina. Refrigerar (facultativo).
  • HIV, bDNA (quantitativo)

    • Descrição
      A versão 3.0 do bDNA apresenta boa correlação (97,6%) com a PCR e o NASBA. Apresenta alta sensibilidade, sendo o valor mínimo quantificado de 50 cópias de RNA do HIV-1 por mililitro. É capaz de detectar com a mesma precisão todos os subtipos do HIV-1. É a técnica utilizada pela Rede Pública em Minas Gerais.
    • Método
      DNA ramificado ou branched DNA (bDNA).
    • Valor de referência
      Negativo.
    • Condição
      5,0mL de plasma (EDTA/ACD).
  • HIV, NASBA (quantitativo)

    • Descrição
      O NASBA é o teste aprovado pelo Ministério da Saúde e utilizado na Rede Pública para o acompanhamento de pacientes infectados pelo HIV-1. Apresenta grande sensibilidade, sendo capaz de detectar até 80 cópias de RNA do HIV-1/mL.
    • Método
      NASBA - Nucleic Acid Sequence Based Amplification.
    • Valor de referência
      Negativo.
    • Condição
      5,0mL de plasma (EDTA/ACD).
  • HIV, PCR quantitativa ultra-sensível

    • Descrição
      A realização deste exame está indicada para acompanhar a resposta terapêutica após HIV-PCR quantitativo negativo ou quando a carga viral atingir valores abaixo de 75.000 cópias/mL. Apresenta sensibilidade de 50 cópias de RNA do vírus/mL de plasma. Pacientes com carga viral menor que 50 cópias/mL têm um prognóstico melhor do que aqueles com valores entre 50 e 400 cópias/mL.
    • Método
      Transcrição Reversa e Reação em Cadeia da Polimerase – PCR.
    • Valor de referência
      Negativo. Obs: a faixa de detecção do PCR HIV-1 quantitativo ultra-sensível varia de 50 a 75.000 cópias do RNA/mL.
    • Condição
      1,5mL de plasma (EDTA/ACD).
  • HIV, resistência genotípica aos antivirais

    • Descrição
      Detecta a presença de mutações no gene pol do HIV-1, que levam à resistência às drogas utilizadas no tratamento da infecção crônica, como os inibidores nucleosídeos e não nucleosídeos da transcriptase reversa, e aos inibidores da protease. Este teste está indicado para: determinar a droga anti-retroviral de escolha quando o paciente apresenta falência ao tratamento atual; avaliar o padrão do vírus infectante na fase aguda da infecção pelo HIV; avaliar o padrão de resistência na mulher grávida. Devido ao acúmulo de dados relacionados à interpretação dos testes de resistência aos anti-retrovirais, será realizada uma atualização semestral da tabela de mutações relacionadas à resistência. Estamos utilizando o sistema de pontuação das mutações (mutation score) do Hospital Universitário de Stanford. O peso de cada mutação foi determinado através de estudos publicados que correlacionavam tratamento e genótipo, genótipo e fenótipo e finalmente, genótipo e evolução clínica. O laudo de interpretação do resultado apresentará 3 níveis de resistência às drogas: 1- Sensível (0 a 14): o vírus seqüenciado não apresenta redução de susceptibilidade às drogas. 2- Resistência parcial (15 a 59): a inibição do crescimento “in vitro” não é total. Valores entre 15 e 29 indicam um baixo grau de resistência e, apesar destes vírus apresentarem redução da sensibilidade às drogas “in vitro”, alguns pacientes portadores destas cepas mostram resposta virológica sub-ótima ao tratamento. 3- Resistente (60 ou superior): estes vírus apresentam alto grau de resistência “in vitro” ou não apresentaram resposta virológica durante tratamento com os anti-retrovirais.
    • Método
      Transcrição reversa do RNA do HIV-1, seguida de Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) do gene pol e seqüenciamento genético do DNA.
    • Valor de referência
      Não foi detectada a presença de resistência.
    • Condição
      2,0mL de plasma (EDTA/ACD). Enviar juntamente com a requisição de genotipagem, um resultado de carga viral com menos de 30 dias.
  • HIV, sorologia

    • Descrição
      A infecção pelos vírus HIV 1 e 2 leva à Síndrome da Imunodeficiência Adquirida - SIDA. Testes de triagem como ELISA, ELFA e MEIA devem ser confirmados por ensaios mais específicos (Western Blot ou imunofluorescência). Falso-positivos podem ocorrer em testes imunoenzimáticos nos pacientes com anticorpos anti-HLA DR4, outras viroses, vacinados para influenza, hepatites alcoólicas, portadores de distúrbios imunológicos, neoplasias, multíparas e politransfundios. Filhos de mãe HIV positivo têm anticorpos maternos, não sendo pois a sorologia definitiva no diagnóstico. Os testes imunoenzimáticos têm sensibilidade e especificidade em torno de 98%. Indivíduos de alto risco, com um teste enzimático positivo, têm valor preditivo positivo de 99%. Assim, testes imunoenzimáticos positivos de forma isolada, não podem ser considerados como diagnóstico de infecção pelo HIV, sendo necessário a realização do Western Blot como teste confirmatório. Pacientes com fase avançada da doença podem não apresentar reatividade ao Western Blot. Cerca de 20% da população normal não infectada apresentam resultados indeterminados no Western Blot. Portaria nº 59 publicada em 28 de janeiro de 2003 (Ministério da Saúde) normatiza o diagnóstico sorológico da infecção pelo HIV em maiores de 2 anos de idade no Brasil.
    • Método
      Western Blot
    • Valor de referência
    • Condição
      - 0,6mL de soro. - J.O. 8h.
  • HOMA - Índice de HOMA (Homeostasis Model Assessment): IR e Beta

    • Descrição
      O índice de HOMA é um cálculo de execução simples, que se fundamenta nas dosagens da insulinemia e da glicemia, ambas de jejum, descrito em 1985 por David Matheus. Sua finalidade é determinar a resistência à insulina e a capacidade funcional das células beta pancreáticas, HOMA IR e HOMA BETA, respectivamente. Na literatura científica, percebe-se que falta um valor de corte estabelecido como referência para classificar os resultados dos pacientes, havendo variações de valores propostos por diferentes autores. Disponibilizamos, a seguir, as fórmulas utilizadas para obtenção de tais índices: HOMA BETA: 20 x insulina jejum (mU/mL) glicose jejum (mmol/L*) - 3,5 HOMA IR: insulina jejum (mU/mL) x glicose jejum (mmol/L*) 22,5 *Para conversão da glicose de mg/dL para mmol/L, multiplica-se o valor em mg/dL por 0,0555. J Bras Patol Med Lab 2005;41:237-43
    • Método
    • Valor de referência
    • Condição