Exames


  • IgE

    • Descrição
      A imunoglobulina E possui meia-vida biológica de um a cinco dias, circulando no sangue como um monômero. Os níveis médios de IgE aumentam progressivamente em crianças saudáveis até a faixa etária de 10 a 15 anos e declinam aos níveis anteriores após a oitava década de vida. A produção IgE a um determinado antígeno é dependente do grau e da freqüencia da exposição. Os testes sangüíneos de alergia são a IgE total e IgE específico para alérgenos isolados ou em conjunto (múltiplos). São úteis para complementar o diagnóstico clínico de alergia.  IgE total: em crianças com até três anos de idade é bom indicador da presença de alergia. Após esta idade IgE total pode elevar-se devido a parasitoses intestinais e contatos mais intensos com outros alérgenos, não tendo valor diagnóstico. Também eleva-se em outras condições: imunodeficiências (ex.: síndrome de Wiskott-Aldrich, síndrome de DiGeorge´s, síndrome de Nezelof), síndrome “Hiper-IgE” e na aspergilose broncopulmonar. A mensuração de IgE total sérica, de forma isolada, apresenta valor limitado como método de triagem de doenças alergológicas pois muitos pacientes com níveis elevados de IgE específico apresentam níveis de IgE total dentro da normalidade.  IgE específicos e múltiplos: usado no diagnóstico de alergias respiratórias, cutâneas, a alimentos, picada de insetos, ácaros, pólen, pó domiciliar e na hipersensibilidade a drogas. Não há a interferência de anti-histamínicos. Podem ser realizados IgE múltiplos para vários alérgenos de forma conjunta. O sistema immunoCap (fluoroimunoensaio) apresenta maior sensibilidade analítica, utilizando padrões de IgE da Organização Mundial de Saúde (DMS), o que lhe confere maior reprodutibilidade. Até 15% de indivíduos saudáveis, não atópicos, podem apresentar resultados de IgE específicos positivos. O grau de positividade do IgE múltiplo não pode ser comparado com os resultados de um teste IgE específico isolado, e não deve ser interpretado como cumulativo do grau de positividade de cada um dos IgE específicos.
    • Método
      Fluoroimunoensaio - ImmunoCAP
    • Valor de referência
      Classe 0: < 0,35kU/L Classe 1: 0,35 a 0,70kU/L Classe 2: 0,70 a 3,50kU/L Classe 3: 3,50 a 17,50kU/L Classe 4: 17,50 a 50,00kU/L Classe 5: 50,00 a 100kU/L Classe 6: > 100kU/L Interpretação: Classe 0 = negativo Classe 1 a 6 = reagente
    • Condição
      0,5mL de soro para IgE isolado e 0,2mL para cada IgE adicional.
  • IGF-1 (Somatomedina C)

    • Descrição
      O IGF-1 é um peptídeo produzido principalmente no fígado e em outros tecidos por estímulo do hormônio do crescimento. Valores baixos são observados nos extremos da idade (primeiros 5-6 anos de vida e na senilidade), hipopituitarismo, desnutrição, diabete melito, hipotireoidismo, síndrome de privação materna, atraso puberal, cirrose, hepatoma, nanismo de Laron e em alguns casos de baixa estatura com resposta ao GH normal aos testes de estímulo. Valores baixos são também encontrados nos tumores de hipófise não funcionantes, no atraso constitucional do crescimento e com a anorexia nervosa. Valores altos ocorrem na adolescência, puberdade precoce verdadeira, gestação, obesidade, gigantismo e acromegalia, retinopatia diabética. É um excelente teste para acromegalia já que apresenta pouca variação durante o dia, ao contrário do HGH. Nível de IGF-1 normal é uma evidência contra a deficiência do HGH.
    • Método
      Imunorradiometria
    • Valor de referência
    • Condição
      - 0,5mL de soro. - J.D. 4h.
  • IGFBP-3

    • Descrição
      Os fatores de crescimento insulin-like (IGFs) constituem uma família de peptídeos com homologia estrutural à insulina, com potentes ações anabólicas e mitogênicas. No plasma, os IGFs estão ligados a uma família de proteínas ligadoras (IGFBPs), uma categoria composta agora por 10 membros. De todas as IGFBPs, a IGFBP-3 é a mais estudada, sendo a mais abundante na circulação, e liga aproximadamente 95% dos IGFs no sangue. Originalmente, acreditava-se que sua única função era o transporte das IGFs, modulando sua biodisponibilidade para seus receptores. Recentemente, entretanto, atividades da IGFBP-3 têm sido identificadas (em particular como agente apoptótico, inibindo a proliferação celular). Sua determinação é utilizada na avaliação de desordens do eixo GH-IGF-1.
    • Método
      Quimioluminescência
    • Valor de referência
    • Condição
      - 0,3mL de soro. - J.D. 4h.
  • Imunoglobulinas (IgG, IgA, IgM)

    • Descrição
      As dosagens de imunoglobulinas são úteis nos estudos das gamopatias monoclonais, gamopatias policlonais, imunodeficiências congênitas e adquiridas. A IgG é a principal imunoglobulina (3/4 do total) podendo estar elevada no mieloma IgG, sarcoidose, doença hepática crônica, doenças autoimunes e infecções. A IgG pode estar diminuída na imunodeficiência adquirida, deficiências congênitas, gestação, síndromes perdedoras de proteínas, macroglobulinemia de Waldenströn, mieloma não secretor de IgG. A IgM, primeira imunoglobulina a surgir na resposta imunológica, encontra-se elevada na Macroglobulinemia de Waldenströn, doença hepática e infecções crônicas. A IgM pode estar reduzida na imunodeficiência adquirida, deficiências congênitas, gestação, síndromes perdedoras de proteínas, e mieloma não secretor de IgM. A ocorrência de efeito Hook é possível quando da presença de níveis elevados de imunoglobulina.
    • Método
      Nefelometria
    • Valor de referência
    • Condição
      - 0,5mL de soro. - JO 8h.
  • Índice de Saturação da Transferrina

    • Descrição
      O índice de saturação da transferrina (IST) é a razão ferro sérico/capacidade total de combinação do ferro. A associação de ferro sérico e IST abaixo dos valores normais é o dado mais consistente de anemia ferropriva. A transferrina é a proteína que transporta o ferro no plasma. Em condições normais, 20% a 50% dos sítios de ligação do ferro na transferrina são ocupados. Valores elevados ocorrem na hemocromatose, talassemia, hepatites, gravidez, ingestão de ferro e uso de progesterona. Na reposição de ferro, valores superiores a 100% podem ser encontrados. Níveis baixos podem estar presentes na anemia ferropriva, desnutrição e na anemia das doenças crônicas.
    • Método
      Cálculo baseado no Ferro e Capacidade total de ligação
    • Valor de referência
      20% a 50%
    • Condição
      0,8mL de soro. Colher preferencialmente pela manhã devido à variação do ferro.
  • Insulina

    • Descrição
      Além de sua indicação no diagnóstico de insulinoma, a dosagem de insulina pode ser utilizada para estudos de outras causas de hipoglicemia (diagnóstico diferencial). Diversas formas de resistência à insulina, por diferentes mecanismos, vêm sendo descritas. A causa mais conhecida é a que acompanha a obesidade, que apresenta níveis de insulina elevados, com resposta exagerada após a sobrecarga glicídica. Nesses casos, ocorre elevação da insulinemia, frente a níveis normais ou elevados da glicemia.
    • Método
      Quimioluminescência
    • Valor de referência
      < 29,1mU/mL
    • Condição
      - 0,5mL de soro. - J.O. 10h ou C.O.M.
  • Insulina, anticorpos anti

    • Descrição
      Essencialmente, todos os pacientes tratados com insulina de porco ou boi desenvolvem anticorpos antiinsulina. Entretanto, resistência insulínica clinicamente aparente mediada por tais anticorpos raramente é observada (0,01%) nos pacientes tratados. A maioria dos anticorpos anti-insulina são IgG e poucos são IgE. A presença de anticorpos anti-insulina pode ocasionar alteração nos resultados dos ensaios para insulina. Pode estar presente em 16% a 69% dos pacientes com diagnóstico recente de diabetes mellitus tipo 1. A prevalência dos anticorpos anti-insulina é inversamente correlacionada com a idade, limitando, assim o seu uso na predição do diabetes. O risco para progressão do diabetes em parentes de primeiro grau de pacientes diabéticos tipo 1 positivos para o anticorpo anti-insulina é de 28% a 59% em 5 anos.
    • Método
      Radioimunoensaio
    • Valor de referência
      < 2,4% de ligação
    • Condição
      - 0,5mL de soro. - J.D. 4h.