Exames


  • Magnésio

    • Descrição
      Sangue: é um dos principais cátions, sendo cofator de diversas reações enzimáticas. Os sintomas clínicos surgem quando seus níveis são menores que 1,2 mg/dl ou maiores que 4,9 mg/dl. Níveis elevados são encontrados na insuficiência renal, uso de medicamentos com magnésio, Doença de Addison, desidratação e cetoacidose diabética. Cerca de 40% dos pacientes com hipocalemia têm hipomagnesemia concomitante. Níveis baixos são encontrados na má absorção, suplementação insuficiente, hipervolemia, hiperaldosteronismo, hipertireoidismo, hipoparatireoidismo, uso de digitálicos, diuréticos e cisplatina. Hemólise pode elevar os resultados de forma espúria. Urina: dosagem do magnésio na urina é utilizada para avaliação da sua perda urinária e do seu balanço. Níveis baixos na urina precedem a redução do magnésio sérico.
    • Método
      Azul de Xilidil
    • Valor de referência
      - SANGUE 1,6 a 2,6 mg/dL - URINA RECENTE 7,3 a 12,2 mg/dL - URINA 24h 50 a 150 mg/24h
    • Condição
      - SANGUE 0,8mL de soro. - URINA - Urina (urina recente - urina 24h). - Usar HCl 50% 20mL/L de urina - Refrigerar (facultativo).
  • Malária, pesquisa de antígeno

    • Descrição
      Permite rápida detecção de proteínas dos plasmódios utilizando anticorpos monoclonais. A lactato desidrogenase é um enzima glicolítica encontrada em altos níveis no estágio eritrocitário do parasita. É produzida apenas por parasitas vivos e os seus níveis acompanham a parasitemia periférica, sendo, assim, um bom indicador de infecção ativa. O teste utiliza anticorpos monoclonais contra o pLDH, não havendo reação cruzada com a LDH humana. Seu resultado permite a separação do P. falciparum das demais espécies (P. vivax, P. malariae e P. ovale). Detecta o pLDH a partir 100 a 200 parasitas/microl, e normalmente torna-se negativo 4 a 5 dias após um tratamento com sucesso. Consequentemente é útil para a determinação das espécies de Plasmodium sp resistentes aos tratamentos, podendo ser usado para controle de cura. O desempenho do teste varia de acordo com o nível de parasitemia, sendo de forma geral a sensibilidade superior a 90%, com especificidade próxima a 100%.
    • Método
      Imunocromatografia
    • Valor de referência
      Negativo
    • Condição
      - 1,0mL de sangue total (EDTA). - J.O. 8h.
  • Manganês, sangue

    • Descrição
      O manganês (Mn) compõe uma série de enzimas do metabolismo, sendo considerado essencial na dieta humana. São fontes de exposição: a mineração, manufatura de baterias, vidros, tintas, esmaltes, cerâmicas, soldas, fósforos de segurança, pilhas secas, magnetos, catalisadores, materiais elétricos, produtos farmacêuticos, fungicidas e preservativos de madeira e borracha. As dosagens sérica e urinária do Mn são usadas, de forma separada ou em conjunto, na avaliação de toxicidade ou deficiência. Entretanto, níveis de Mn no soro ou urina não refletem diretamente a exposição passada ou atual. Níveis séricos normais podem ser encontrados em pacientes com quadro neurológico de manganismo e níveis cerebrais de Mn elevados. Ressalta-se, ainda, que não existe correlação entre níveis elevados e a gravidade do quadro clínico. Cuidados são necessários para que se evite contaminação da amostra, uma vez que os níveis ambientais de Mn são 1000 vezes maiores que os do sangue. Níveis séricos podem também elevar-se em crianças com colestase e na insuficiência hepática crônica. Níveis baixos de Mn são encontrados nos pacientes em hemodiálise, naqueles em uso de ácido valpróico e hidralazina. Estudos divergem na determinação dos valores normais para populações não expostas.
    • Método
      Espectrofotometria de absorção atômica (forno de grafite com corretor Zeeman)
    • Valor de referência
      < 3,3mg/L
    • Condição
      1,0mL de soro.
  • Manganês, urina

    • Descrição
      O manganês (Mn) compõe uma série de enzimas do metabolismo, sendo considerado essencial na dieta humana. São fontes de exposição: a mineração, manufatura de baterias, vidros, tintas, esmaltes, cerâmicas, soldas, fósforos de segurança, pilhas secas, magnetos, catalisadores, materiais elétricos, produtos farmacêuticos, fungicidas e preservativos de madeira e borracha. As dosagens sérica e urinária do Mn são usadas, de forma separada ou em conjunto, na avaliação de toxicidade ou deficiência. Entretanto, níveis de Mn no soro ou urina não refletem diretamente a exposição passada ou atual. Níveis séricos normais podem ser encontrados em pacientes com quadro neurológico de manganismo e níveis cerebrais de Mn elevados. Ressalta-se, ainda, que não existe correlação entre níveis elevados e a gravidade do quadro clínico. Cuidados são necessários para que se evite contaminação da amostra, uma vez que os níveis ambientais de Mn são 1000 vezes maiores que os do sangue. Níveis séricos podem também elevar-se em crianças com colestase e na insuficiência hepática crônica. Níveis baixos de Mn são encontrados nos pacientes em hemodiálise, naqueles em uso de ácido valpróico e hidralazina. Estudos divergem na determinação dos valores normais para populações não expostas.
    • Método
      Espectrofotometria de absorção atômica (forno de grafite com corretor Zeeman)
    • Valor de referência
      Até 7 dias entre 2o e 8oC.
    • Condição
      - 10,0mL de urina (urina início ou final jornada de trabalho - urina 24h). - Não colher em local de trabalho. Retirar o uniforme, lavar as mãos e a genitália antes de colher.
  • Mercúrio, sangue

    • Descrição
      O mercúrio pode ser classificado em mercúrio metálico (elementar), sais de mercúrio inorgânico e mercúrio orgânico, sendo o último mais tóxico. A quantidade de mercúrio detectada no sangue e urina correlaciona-se com o grau de toxicidade. Deve-se ressaltar que a forma química do mercúrio influencia a interpretação dos resultados, e que correlação entre níveis laboratoriais e quadro clínico pode não ser absoluta, principalmente, na presença de lesão renal. Concentrações normais de mercúrio no sangue total, em indivíduos não expostos ocupacionalmente, são geralmente inferiores a 1 mcg/dl. Entretanto, indivíduos normais, que têm exposição ocupacional, leve podem apresentar rotineiramente níveis acima de 1,5 mcg/dl. Da mesma forma, uma dieta rica em peixes, frutos do mar e outros alimentos contendo mercúrio é causa comum de mercúrio moderadamente elevado na ausência de sintomas clínicos. A determinação de mercúrio em sangue total é o melhor indicador da exposição ao mercúrio orgânico (metilmercúrio). Considera-se exposição significativa ao mercúrio orgânico níveis maiores que 5 mcg/dl; no caso do mercúrio inorgânico considera-se valores maiores que 20 mcg/dl como indicativos de exposição significativa. Uma vez que menos de 10% do metilmercúrio é eliminado por excreção urinária, o teste urinário tem pouca sensibilidade para detecção do mercúrio orgânico, sendo utilizado como indicador do mercúrio inorgânico e elementar. Conforme a NR-7, o mercúrio urinário é o indicador biológico para exposição ao mercúrio inorgânico. Observa-se que manifestações clínicas de intoxicação não são comuns quando o mercúrio urinário encontra-se inferior a 500mcg/g creatinina. Mercúrio urinário pode ser usado para acompanhar terapia de quelação, que imobilizando o metal, aumenta a sua excreção urinária.
    • Método
      Espectrofotometria de absorção atômica (gerador de Hidretos)
    • Valor de referência
      Até 1,0mg/dL Exposição significativa ao mercúrio orgânico: > 5,0mg/dL Exposição significativa ao mercúrio inorgânico: > 20,0mg/dL
    • Condição
      10,0mL de sangue total (heparina).
  • Mercúrio, urina

    • Descrição
      O mercúrio pode ser classificado em mercúrio metálico (elementar), sais de mercúrio inorgânico e mercúrio orgânico, sendo o último mais tóxico. A quantidade de mercúrio detectada no sangue e urina correlaciona-se com o grau de toxicidade. Deve-se ressaltar que a forma química do mercúrio influencia a interpretação dos resultados, e que correlação entre níveis laboratoriais e quadro clínico pode não ser absoluta, principalmente, na presença de lesão renal. Concentrações normais de mercúrio no sangue total, em indivíduos não expostos ocupacionalmente, são geralmente inferiores a 1 mcg/dl. Entretanto, indivíduos normais, que têm exposição ocupacional, leve podem apresentar rotineiramente níveis acima de 1,5 mcg/dl. Da mesma forma, uma dieta rica em peixes, frutos do mar e outros alimentos contendo mercúrio é causa comum de mercúrio moderadamente elevado na ausência de sintomas clínicos. A determinação de mercúrio em sangue total é o melhor indicador da exposição ao mercúrio orgânico (metilmercúrio). Considera-se exposição significativa ao mercúrio orgânico níveis maiores que 5 mcg/dl; no caso do mercúrio inorgânico considera-se valores maiores que 20 mcg/dl como indicativos de exposição significativa. Uma vez que menos de 10% do metilmercúrio é eliminado por excreção urinária, o teste urinário tem pouca sensibilidade para detecção do mercúrio orgânico, sendo utilizado como indicador do mercúrio inorgânico e elementar. Conforme a NR-7, o mercúrio urinário é o indicador biológico para exposição ao mercúrio inorgânico. Observa-se que manifestações clínicas de intoxicação não são comuns quando o mercúrio urinário encontra-se inferior a 500mcg/g creatinina. Mercúrio urinário pode ser usado para acompanhar terapia de quelação, que imobilizando o metal, aumenta a sua excreção urinária.
    • Método
      Espectrofotometria de absorção atômica (gerador de Hidretos)
    • Valor de referência
      Até 5,0 mg/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br) IBMP: 35,0mg/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/Br)
    • Condição
      - 50,0mL de urina (urina início ou final jornada de trabalho). - Não colher em local de trabalho. Retirar o uniforme, lavar as mãos e a genitália antes de colher. - Recomenda-se a coleta da primeira urina da manhã. - Iniciar a monitorização após 12 meses de exposição.
  • Metaemoglobina

    • Descrição
      A metaemoglobina é indicador biológico de exposição à anilina e ao nitrobenzeno. Entretanto, não é um indicador específico, pois também indica exposição a outros amino ou nitrocompostos e uso de certos fármacos. A anilina produz ação local no tecido cutâneo e mucosas e, após absorvida, deprime o SNC. O seu metabólito, a fenil-hidroxilamina, é o responsável em grande parte por suas ações metahemoglobinizantes. A metaemoglobina surge no sangue mais tardiamente que o paraminofenol na urina, que também é indicador do efeito da anilina.
    • Método
      Co-oxímetro (espectrofotometria)
    • Valor de referência
      até 2,0% (NR-7, 1994, MT/Br) IBMP 5,0% (NR-7, 1994, MT/Br)
    • Condição
      5,0mL de sangue total (heparina/EDTA). Recomenda-se coletar ao final do último dia da jornada de trabalho (evitar primeira jornada da semana). Pode-se fazer a diferença entre pré e pós-jornada. Enviar o mais rápido possível. O exame tem que ser realizado no mesmo dia da coleta.
  • Metanol

    • Descrição
      É utilizado como indicador biológico na monitorização da exposição ao metanol. Quadros de intoxicação podem decorrer de exposição ocupacional, bem como do uso indevido do metanol em bebidas alcoólicas. É utilizado nas indústrias como solvente, na fabricação de vernizes, plásticos, combustíveis e antidetonantes. É absorvido rapidamente pelas vias oral, respiratória e cutânea. O metanol urinário apresenta boa correlação com a concentração no sangue. A ingestão concomitante de etanol aumenta a excreção urinária no metanol.
    • Método
      Cromatografia gasosa (Headspace)
    • Valor de referência
      - SAMGUE < 0,15mg/dL Concentrações tóxicas: > 20,0mg/dL - URINA até 5,0mg/L (NR-7, 1994, MT/Br) IBMP: 15,0mg/L (NR-7, 1994, MT/Br)
    • Condição
      - SANGUE 5,0mL de plasma fluoretado. - URINA - 50,0mL de urina (urina do final de jornada). Evitar a primeira jornada da semana. - Encher o frasco totalmente para diminuir a volatilidade.
  • Micobactérias, identificação em cultura por PCR

    • Descrição
      O exame se destina à identificação rápida das várias espécies de micobactérias isoladas a partir do meio de cultura de qualquer material clínico (M. tuberculosis, M. avium, M. intracellulare, M. fortuitum, M. kansasii, M. gordonae, etc). Útil na avaliação do paciente que não está respondendo aos tuberculostáticos, ajudando a guiar decisões terapêuticas.
    • Método
      Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) e análise dos fragmentos após digestão com enzimas de restrição
    • Valor de referência
    • Condição
      Colônias isoladas em meio sólido (tubos de Lowestein-Jensen ou placas Middlebrook 7H10 ou 7H11) ou 10mL de caldo de cultura (caldo Middlebrook 7H9).
  • Microalbuminúria

    • Descrição
      É o nome dado à detecção de pequenas quantidades de proteínas na urina (30 a 300 mg/24h) que têm importância no diagnóstico e na evolução da nefropatia diabética por indicar lesão potencialmente reversível. Também utilizada para detecção de albuminúria em pacientes com pre-eclâmpsia, hipertensão e lúpus eritematoso sistêmico. Em geral, prediz em 1 a 5 anos o aparecimento de proteinúria franca. Tratamento clínico rigoroso pode retardar o aparecimento e a progressão da microalbuminúria. Excreção elevada pode ser encontrada em grávidas, após exercícios físicos, em quadros inflamatórios e infecciosos, na infecção urinária, na presença de hematúria e proteinúria postural benigna. Pode ser realizado em amostra recente (corrigido pela creatinina) e em urinas coletados em 12 ou 24 horas. Na presença de proteinúria franca, valores de microalbuminúria podem ser falsamente baixos devido à ocorrência de “efeito gancho”.
    • Método
      Nefelometria
    • Valor de referência
      Urina recente: < 30μg/mg creatinina Urina 24h: < 30mg/24h Urina 4, 6 ou 12h: < 20mg/min Nota: valores falsamente baixos podem ocorrer em pacientes com macroproteinúria.
    • Condição
      - Urina (urina recente jato médio - urina 24h* ou C.O.M.). - Refrigerar. - *Não fazer esforço físico durante a coleta. Evitar excesso de ingestão de líquidos.
  • Mioglobina, pesquisa na urina

    • Descrição
      A mioglobina facilita o movimento do oxigênio em direção às células da musculatura estriada. Após dano muscular, grandes quantidades de mioglobina são liberadas na circulação podendo levar à insuficiência renal. São causas de mioglobinúria: uso muscular excessivo (exercícios intensos, convulsões, traumas), hipertermia, infecções virais, sepses, distrofia muscular, miosites, uso de esteróides, intoxicações medicamentosas, isquemias, imobilização prolongada.
    • Método
      Colorimétrico
    • Valor de referência
      Negativo
    • Condição
      - 30mL de urina recente (jato médio da 1a urina da manhã). - O cliente não deve estar fazendo uso de vitamina C e medicamentos a base de iodo. - Enviar rapidamente ao laboratório.
  • Mitocôndria, anticorpos anti (AMA)

    • Descrição
      A presença de anticorpos anti-mitocôndria (AMA) é uma característica imunológica da cirrose biliar primária (CBP), uma doença colestática intra-hepática crônica, mais freqüente em mulheres entre 30 e 60 anos. Anticorpos anti-mitocôndria (AMA) estão presentes em cerca de 90% a 95% dos casos. Seus títulos não se correlacionam com a gravidade da doença, não sendo, pois, úteis para monitorização do tratamento. Não é específico para cirrose biliar primária, podendo estar presente em hepatites virais, cirrose hepática e doenças auto-imunes.
    • Método
      Imunofluorescência indireta
    • Valor de referência
      Negativo
    • Condição
      - 0,2mL de soro. - JO 8h.
  • Monoteste

    • Descrição
      Em pacientes com suspeita de mononucleose infecciosa (MI) ou outro quadro atribuído ao vírus Epstein-Barr, o monoteste é indicado como teste inicial. É um teste de aglutinação rápida para pesquisa anticorpos heterófilos, que apresenta sensibilidade semelhante ou ligeiramente superior à reação de Paul-Bunnell. Estes anticorpos são IgM que reagem contra antígenos da superfície de hemácias de carneiro e cavalo, mas não com células renais de cobaia. Tornam-se positivos na MI dentro de 4 semanas após a infecção, diminuem após a fase aguda, mas podem ser detectados por 6 a 12 meses. Cerca de 10% a 20% dos casos de MI podem não apresentar anticorpos heterófilos. Este fato é mais comum em crianças. Apresenta sensibilidade de 63% a 84% com especificidade de 84% a 100%. Falso-positivos para anticorpos heterófilos têm sido reportados em pacientes com linfoma, hepatite viral e doenças auto-imunes. Deve-se lembrar que a maioria dos pacientes imunodeprimidos não produz anticorpos heterófilos. Nos pacientes com suspeita de EBV, quadro hematológico sugestivo e monoteste positivo não há necessidade de determinação de anticorpos para antígenos específicos. Caso a pesquisa de anticorpos heterófilos seja negativa e ainda exista suspeita de MI, anticorpos contra antígenos específicos (anti-VCA) devem ser solicitados.
    • Método
      Aglutinação
    • Valor de referência
      Negativo
    • Condição
      - 0,2mL de soro. - J.O. 8h.
  • MRSA, detecção por PCR

    • Descrição
      Exame utilizado para pesquisa de Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) em secreções e fluidos corporais e para pesquisa de colonização cutâneo-mucosa em portadores.
    • Método
      Reação em Cadeia da Polimerase Multiplex – Multiplex PCR.
    • Valor de referência
      Negativo.
    • Condição
      - Swab de orofaringe, vagina, axilas ou vestíbulo nasal: colher com swab e frasco estéreis e enviar em meio de transporte Stuart. - Secreções: colher em frasco estéril e enviar em meio de transporte Stuart. - Urina, jato médio: colher, preferencialmente no laboratório, a 1ª urina da manhã ou com um intervalo mínimo de 4 horas da última micção. - Amostras já semeadas em meio de cultura. Obs.: em caso de uso de antimicrobianos, aguardar, se possível, 7 dias após o término do medicamento para realização do exame.
  • Mucoproteínas

    • Descrição
      São glicoproteínas que apresentam como principal constituinte a alfa-1-glicoproteína ácida (AAGP) que é sintetizada nos hepatócitos. Uma vez que o ensaio para mucoproteína não apresenta boa reprodutibilidade, sofrendo influência da temperatura e do tempo de estocagem, sua determinação foi substituída com vantagens pela determinação da alfa-1-glicoproteína ácida. A AAGP é uma proteína de fase aguda.
    • Método
      Cálculo a partir da determinação da alfa-1-glicoproteína ácida
    • Valor de referência
      2,0 a 4,7mg/dL
    • Condição
      - 0,5mL de soro. - J.O. 8h.
  • Músculo liso, anticorpos anti (ASMA)

    • Descrição
      A detecção de anticorpos anti-músculo liso (ASMA) ocorre em 50% a 80% dos pacientes com hepatite autoimune tipo 1, enquanto anticorpos anti-mitocondria estão geralmente presentes em pacientes com cirrose biliar primária, e anticorpos anti-LKM-1 estão presentes na hepatite auto-imune tipo 2. Títulos baixos (inferiores a 1:80) podem ser observados nas hepatites virais, cirrose biliar primária (35%), cirrose criptogênica, mononucleose infecciosa, asma, neoplasias e 5% dos pacientes normais.
    • Método
      Imunofluorescência indireta
    • Valor de referência
      Negativo
    • Condição
      - 0,2mL de soro. - J.O. 8h.
  • Mycobacterium tuberculosis, anticorpos IgA e IgG anti

    • Descrição
      O pilar diagnóstico da tuberculose é a identificação do microrganismo em secreções ou tecidos. A sorologia para o Mycobacterium tuberculosis pode ser utilizada como um importante complemento diagnóstico. A pesquisa de anticorpos contra o antígeno A60 (anti-A60) do Mycobacterium tuberculosis, por imunoensaio enzimático, pode ser realizada em soro, líquor, líquidos pleural e pericárdico. A sensibilidade do ensaio varia de acordo com a forma da tuberculose e com o material examinado. Obtemos maior poder diagnóstico quando associa-se a dosagem do IgG ao IgA anti-A60. De forma isolada, o IgG anti-A60 é superior ao IgA anti-A60 na maioria dos trabalhos publicados. Deve-se lembrar que não podemos utilizá-la como método único para diagnosticar ou afastar a tuberculose. A presença de anticorpos não indica necessariamente infecção ativa ou recente, e crianças tendem a apresentar níveis de anticorpos mais baixos.
    • Método
      Imunoensaio enzimático
    • Valor de referência
      - IgA Negativo: inferior a 200 U Indeterminado: de 200 a 350 U Reagente: superior a 350 U - IgG Negativo: inferior a 125U Indeterminado: 125 a 225U Reagente: superior a 225U
    • Condição
      - 0,5mL de soro - líquor - líquido pleural - líquido pericárdico. - J.O. 8h.
  • Mycobacterium tuberculosis, PCR (pesquisa)

    • Descrição
      A tuberculose permanece como um dos maiores problemas de saúde pública em todo mundo. O diagnóstico rápido é essencial para o início do tratamento apropriado e controle dos contatos. Detecta diretamente o DNA da micobactéria nas amostras clínicas. Trata-se de técnica específica, sensível e rápida, permitindo o diagnóstico e tratamento precoce, auxiliando no controle de disseminação da doença.
    • Método
      Reação em Cadeia da Polimerase - PCR.
    • Valor de referência
      Negativo. Obs: este exame pode apresentar, embora raramente, resultados falso-positivo e falso-negativo, que é uma característica do método.
    • Condição
      5,0mL de escarro; 5,0mL de lavado broncoalveolar; 50,0mL primeira da manhã (após assepsia); 5,0mL de líquido pleural; secreção de orofaringe; 3,0mL de líquor; 5,0mL de líquido ascítico; 5,0mL de líquido sinovial; 5,0mL de fluidos corporais ou biópsia. - Refrigerar e enviar o mais rápido possível.
  • Mycoplasma pneumoniae, anticorpos IgG e IgM anti

    • Descrição
      O Mycoplasma pneumoniae é responsável por 20% das pneumonias adquiridas na comunidade. A sorologia é útil para o diagnóstico etiológico, necessitando, entretanto, da determinação de anticorpos em duas amostras diferentes: uma colhida na fase aguda e outra na fase de convalescença. Um aumento significativo (quatro vezes) nos níveis de anticorpos é indicativo de infecção. Infecções prévias podem determinar títulos elevados, principalmente em maiores de 40 anos. A sorologia apresenta sensibilidade de 90%. Falsopositivos ocasionalmente são descritos em pacientes com outras infecções estreptocócicas, pancreatite, meningite e outros quadros de infecção aguda. Imunodeprimidos podem apresentar sorologia negativa na presença de infecção. A pesquisa de anticorpos contra o Mycoplasma pneumoniae apresenta maior sensibilidade que a pesquisa de crioaglutininas.
    • Método
      Imunoensaio enzimático
    • Valor de referência
      - IgG Menor igual a 200 U/mL - IgM Negativo: < 770U/mL Indeterminado: 770 a 950U/mL Reagente: > 950U/mL
    • Condição
      - 0,5mL de soro para cada. - J.O. 8h.
  • Mycoplasma pneumoniae, PCR

    • Descrição
      O M. pneumoniae é o agente mais comum dentre os germes atípicos associados a um quadro de pneumonia comunitária. Na maioria das vezes é subestimado pelo difícil diagnóstico. Acomete preferencialmente escolares, adolescentes e adultos jovens. Os sintomas são generalizados ocorrendo normalmente faringite e traqueobronquite, podendo ou não haver acometimento do trato respiratório baixo. Inicialmente, há um infiltrado intersticial localizado, que pode evoluir com preenchimento alveolar difuso. Derrame pleural é muito incomum. Hipoxemia pode estar presente, com evolução franca para insuficiência respiratória em alguns casos. Manifestações articulares, hematológicas, hepáticas, renais, oculares e pancreáticas podem estar associadas. As limitações dos testes laboratoriais disponíveis levou ao desenvolvimento de técnicas de amplificação de seu DNA, que apresentam sensibilidade de 92% e especificidade de 100%.
    • Método
      Reação em Cadeia da Polimerase do gene da proteína P1 citoadesina.
    • Valor de referência
      Negativo. Obs: este exame pode apresentar, embora raramente, resultados falso-positivo e falso-negativo, que é uma característica do método.
    • Condição
      Escarro, lavado broncoalveolar, swab de orofaringe, aspirado de nasofaringe e líquido pleural: volume mínimo de 1,0mL. 250mg de material de biópsia de pulmonar.
  • Mycoplasma, PCR

    • Descrição
      O Mycoplasma genitalium foi detectado no trato urogenital de dois pacientes com uretrite não-gonocócica (UNG) pela primeira vez em 1981. Experimentos recentes reforçam que esses patógenos são capazes de invadir os tecidos do trato urogenital causando doença. Somente com a aplicação dos métodos de amplificação do DNA foi possível o melhor esclarecimento da sua epidemiologia e patogenicidade. Além de agente causador de uretrite, o M. genitalium tem sido implicado em uretrite crônica, doença inflamatória pélvica e doenças articulares. Embora o Mycoplasma hominis também possa ser encontrado no trato urogenital de pacientes saudáveis, tendo sido cada vez mais implicado na patogênese de infecções urogenitais. Estudos experimentais e clínicos associam o M. hominis com pielonefrite aguda, estando presente em até 10% dos casos. Possui forte associação com vaginose bacteriana, estando presente em 2/3 dos casos. Da mesma forma, diversos estudos o correlacionam com doença inflamatória pélvica e febre puerperal.
    • Método
      Reação em Cadeia da Polimerase Multiplex – Multiplex PCR.
    • Valor de referência
      Negativo. Obs: este exame pode apresentar, embora raramente, resultados falso-positivo e falso-negativo, que é uma característica do método.
    • Condição
      50mL de urina do 1o jato da manhã (após assepsia); secreção uretral ou secreção endocervical. - Amostras uretrais: não urinar pelo menos 1 hora antes da coleta. - Urina: não urinar por pelo menos 4 horas antes da coleta. - Endocervical: a mulher não pode estar menstruada.