Exames


  • Paraminofenol

    • Descrição
      O paraminofenol, juntamente com a metaemoglobina, é um indicador biológico de exposição à anilina. É um metabólito excretado na urina, nas primeiras 24 horas após o final da exposição. A anilina é utilizada na fabricação de tintas, medicamentos, borrachas e plásticos. Devido ao fato de ser a excreção urinária do paraminofenol variável, não é um indicador adequado para variações individuais de exposição. O paraminofenol surge na urina mais precocemente que a metaemoglobina no sangue.
    • Método
      Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
    • Valor de referência
      Não definido pela NR-7, 1994, MT/BR IBMP: 50 mg/g de creatinina (NR-7, 1994, MT/BR)
    • Condição
      50,0mL de urina (urina início ou final* jornada de trabalho) *Colher durante as últimas 4 horas da jornada de trabalho.
  • Parasitológico de fezes

    • Descrição
      Utilizado para identificação das diversas infestações parasitárias (ovos e larvas de helmintos e cistos de protozoários) e na triagem das infecções intestinais. A intensidade do parasitismo influi no número de formas parasitárias eliminadas. É recomendável o exame de fezes em três amostras colhidas em dias diferentes, pois a ausência de parasitas em uma amostra de fezes não elimina a possibilidade da presença do mesmo no organismo.
    • Método
      HPJ (Hoffman - Pons e Janer) - Método de Lutz, com centrifugação e sedimentação espontânea
    • Valor de referência
      Negativo
    • Condição
      - Fezes recente (sem conservantes). Cerca de metade do volume do frasco próprio para fezes. - Não colher as fezes após ingerir contraste radiológico. - Evitar a contaminação das fezes com a urina. - Enviar rapidamente ao laboratório.
  • Parvovírus B19, anticorpos IgG e IgM

    • Descrição
      A infecção pelo parvovírus é comum, sendo que 50% dos adultos são soropositivos. Pode ser assintomática ou causar quadro clínico variado: eritema infeccioso, artropatias e crise aplástica transitória em pacientes com anemia hemolítica crônica. Na gravidez pode causar hidropsia e perda fetal. Imunodeprimidos podem ter infecção arrastada resultando em anemia crônica, com títulos baixos ou ausentes de anticorpos. A IgM específica surge na segunda semana após infecção viral podendo ser detectada por 4 a 6 meses. A IgG surge ao final da segunda semana persistindo por anos. No eritema infeccioso e na artropatia, o quadro clínico é concomitante com o aumento dos anticorpos, entretanto, a crise aplástica precede em dias o surgimento dos anticorpos. Reinfecções podem ocorrer em pessoas com títulos baixos de IgG.
    • Método
      Imunoensaio enzimático
    • Valor de referência
      Negativo: índice < 0,90 Indeterminado: índice entre 0,90 e 1,10 Reagente: índice > 1,10
    • Condição
      - 0,3mL de soro para cada. - JO 8h.
  • Paternidade, estudo de determinação

    • Descrição
      TRIO - Suposto Pai, Mãe e Filho DUO - Suposto Pai e Filho ou Mãe e Filho
    • Método
      PCR-STR Fluorescente (Estudo de marcadores polimórficos através de tipagem).
    • Valor de referência
    • Condição
      Condição 2 tubos de sangue (EDTA) p/ cada indivíduo ou saliva (swab bucal) para cada indivíduo. Material para coleta acompanha o Kit
  • Peptídeo C

    • Descrição
      O Peptídeo C é secretado juntamente com a insulina em proporções eqüimolares. Sua dosagem não se altera na presença de anticorpos anti-insulina refletindo, nesses casos, a capacidade secretória das células beta de uma maneira melhor do que a dosagem de insulina. O Peptídeo C está elevado em insulinomas e diabete melito tipo 2. Baixas concentrações acontecem em diabete melito tipo 1 e na administração de insulina exógena. Sua determinação é utilizada nos diagnósticos diferenciais de hipoglicemia, classificação do diabete melito, na verificação da função das células beta e no funcionamento dos transplantes de pâncreas. Seus níveis encontram-se aumentados na insuficiência renal.
    • Método
      Quimioluminescência
    • Valor de referência
      1,1 a 5,0ng/mL Fator de conversão: 1nanog/mL = 331picomoL/L
    • Condição
      - 0,5mL de soro. - J.O. 10h ou C.O.M.
  • pH fecal

    • Descrição
      O pH fecal indica se a reação das fezes é ácida ou básica. Normalmente, a reação é neutra ou discretamente alcalina ou ácida. Dietas ricas em carboidratos tornam as fezes ácidas; dietas ricas em proteínas as tornam alcalinas. A reação será ácida quando houver predominando de fermentação e será alcalina quando houver predomínio do processo de putrefação.
    • Método
      Colorimétrico (fita)
    • Valor de referência
      6,8 a 7,2
    • Condição
      - Fezes recente (sem conservantes). Cerca de metade do volume do frasco próprio para fezes. - Evitar o uso de talco, laxantes e supositórios, proteger contra a contaminação com urina. - Enviar rapidamente ao laboratório.
  • Piócitos, pesquisa e contagem

    • Descrição
      - URINA Um aumento de leucócitos (piócitos) na urina, indica processo inflamatório das vias urinárias, podendo estar localizado desde os glomérulos até a uretra, sendo ou não de causa infecciosa. Para se confirmar a presença de um processo infeccioso, há necessidade da demonstração do agente infeccioso através de exame bacterioscópico ou técnicas de isolamento e cultura. Há numerosas causas de leucocitúria com a urocultura habitual negativa: glomerulonefrites exsudativas ou proliferativas, nefrites túbulo-intersticiais, rejeição de enxerto renal, quadros febris na infância, pós-operatórios de prostatectomia, calculose das vias urinárias, infecção por clamídia, tuberculose de vias urinárias. Em crianças pequenas, devido a dificuldade de coleta e o uso de bolsas, principalmente no sexo feminino, o valor diagnóstico da piúria é limitado, tendo em vista a possibilidade de contaminação e concomitância de outros processos inflamatórios na região (ex.: dermatites). - FEZES O aparecimento de leucócitos (piócitos) nas fezes, indica um processo inflamatório na luz intestinal. Para se confirmar a presença de processo infeccioso, há necessidade da demonstração do agente infeccioso através do exame bacterioscópico ou de técnicas de isolamento e cultura.
    • Método
      Microscopia ótica
    • Valor de referência
      - URINA Até 3 piócitos por campo - FEZES Ausente
    • Condição
      - URINA 30mL de urina (jato médio da 1a urina da manhã ou urina de 1o jato). Enviar rapidamente ao laboratório. Manter dieta hídrica habitual. - FEZES Fezes recente (a fresco). Enviar rapidamente.
  • Plaquetas, contagem

    • Descrição
      As plaquetas são os menores elementos morfológicos do sangue. Sua determinação é rotineiramente indicada na avaliação de trombocitose, plaquetopenias e alterações morfológicas em patologias congênitas ou adquiridas.
    • Método
      Fluxometria e impedância
    • Valor de referência
      150.000 a 450.000/mm3 Nota: Contagens anormais são repetidas e confirmadas ao microscópio óptico e/ou contraste de fase.
    • Condição
      - 1,0mL de sangue total (EDTA). - J.D. 4h.
  • Plasmodium, pesquisa

    • Descrição
      A pesquisa em sangue periférico é indicada no diagnóstico de malária. A demonstração do parasito e a diferenciação da espécie é muito importante, já que o tratamento é diferente para cada espécie: P. vivax, P. falciparum, P. malariae. A pesquisa possui boa sensibilidade e especificidade e permite a identificação da espécie e estágio de desenvolvimento do plasmódio. Entretanto, apresenta desvantagens a serem consideradas: durante a coloração pode haver perda de trofozoítas; resultados falso-negativos podem ocorrer em parasitemias escassas. De forma alternativa pode-se utilizar imunoensaio para pesquisa de antígeno do Plasmodium.
    • Método
      Coloração pelo May-Grunwald/Giemsa
    • Valor de referência
    • Condição
      1,0mL de sangue total em EDTA + 2 lâminas com gota espessa + esfregaços sangüíneos.
  • Potássio

    • Descrição
       Soro: É o principal cátion intracelular, com concentração em torno de 150 mEq/L, enquanto os níveis séricos estão em torno de 4 mEq/L. Esta diferença é importante na manutenção do potencial elétrico da membrana celular e na excitação do tecido neuromuscular. Na urina ou soro sua aplicação está relacionada aos níveis de aldosterona, na reabsorção de sódio e no equilíbrio ácido-base.  Urina: Principais causas da diminuição: doenças de Addison, doença renal com diminuição do fluxo urinário. Aumento: Síndrome de Cushing, aldosteronismo, doença tubular renal.
    • Método
      Eletrodo Seletivo
    • Valor de referência
      - SANGUE 3,7 a 5,6 mEq/L - URINA 24h 23 a 123 mEq/24h
    • Condição
      - SANGUE 0,8mL de soro. - URINA Usar HCl 50% 20mL/L de urina ou refrigerar.
  • Primidona

    • Descrição
      A primidona (Primidonâ) é um anticonvulsivante utilizado nas crises convulsivas tônico-clônicas e parciais. Seu metabolismo é hepático, sendo seu principal metabólito ativo o fenobarbital, que também deve ser monitorado durante o uso da primidona. Após sua absorção, o pico plasmático ocorre em 3 a 6 horas. Apresenta meia-vida de 4 a 12 horas, estando 20% a 30% da droga ligada às proteínas plasmáticas. A primidona e seus metabólitos são indutores enzimáticos. Pacientes metabolizadores rápidos apresentam meia-vida mais curta. Primidona diminui os níveis de anticoagulantes e anticoncepcional oral. Pacientes com insuficiência renal e em uso de ácido valpróico e clonazepam tendem a níveis mais elevados de primidona. A razão fenobarbital/primidona ótima é de 2.5, podendo ser mais elevada se o paciente estiver usando outros anticonvulsivantes.
    • Método
      Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
    • Valor de referência
      Nível terapêutico 5,0 a 15,0mg/mL
    • Condição
      - 0,5mL de soro. - Coletar de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
  • Pró-insulina

    • Descrição
      A pró-insulina é produzida nas células beta das ilhotas e é clivada em insulina e peptídeo C anteriormente à sua liberação na circulação. Normalmente, uma pequena quantidade de pró-insulina (2% a 3%) escapa da conversão e é secretada juntamente com insulina durante a estimulação da célula beta. Entretanto, pacientes gravemente hiperinsulinêmicos mostram até 40% de insulina imunorreativa como sendo material pró-insulina like. A pró-insulina tem uma ação levemente hipoglicêmica. A desordem clínica que mais consistentemente resulta em níveis séricos elevados é o insulinoma. Níveis aumentados de pró-insulina têm sido reportados em pacientes com insuficiência renal crônica, hipertireoidismo e hiperinsulinemia familiar. Pode ser útil no diagnóstico da hipoglicemia factícia.
    • Método
      Radioimunoensaio
    • Valor de referência
      4,9 a 10,9picomoL/L
    • Condição
      - 0,8mL de soro. - J.O. 10h ou C.O.M.
  • Progesterona

    • Descrição
      A progesterona é produzida pelo corpo lúteo, sendo o marcador de sua existência (por conseqüência da ocorrência de ovulação) e de sua funcionalidade. Uma fração mínima é secretada pelas adrenais, elevandose na hiperplasia adrenal congênita e em alguns carcinomas adrenais e ovarianos. Na gestação, eleva-se rapidamente nas primeiras semanas, refletindo o funcionamento do corpo lúteo e da placenta. Valores mais baixos são encontrados na gestação ectópica ou aborto. Está diminuída na amenorréia e agenesia gonadal.
    • Método
      Imunofluorimetria
    • Valor de referência
      Fase folicular: 250 a 1060pg/mL Fase ovulatória: 530 a 750pg/mL Fase luteínica: 3.000 a 21.634pg/mL Menopausa: até 940pg/mL Homens: 210 a 940pg/mL
    • Condição
      - 0,5mL de soro. - J.D. 4h.
  • Prolactina

    • Descrição
      A prolactina é um hormônio protéico secretado pela hipófise anterior e pela placenta. Durante a gestação, em associação com outros hormônios, estimula o desenvolvimento das mamas e a produção de leite, nesse período, a prolactina aumenta sob estímulo do estradiol atingindo valores cerca de 10 vezes o valor encontrado em não grávidas. A secreção de prolactina é estimulada por estrógenos, sono, estresse e TRH, dentre outros. A secreção de prolactina é diminuída pela dopamina e seus análogos, tais como, a bromocriptina. A hipersecreção de prolactina pode ser causada por tumores hipofisários (prolactinoma e tumores que comprimem a haste hipofisária), doença hipotalâmica, estímulo mamilar, trauma do tórax, hipotireoidismo, insuficiência renal, exercício físico, estresse, alimentação e várias medicações (fluoxetina e metoclopramida, por exemplo). A hiperprolactinemia inibe a secreção de LH e FSH, podendo levar a hipogonadismo. A presença de macroprolactina deve ser considerada nos indivíduos assintomáticos com elevação da prolactina sérica próxima a 100nanog/ml. O achado de concentrações pouco elevadas deve ser confirmado em novas dosagens, ressaltando que a comparação de resultados de metodologias diferentes não é confiável. A ocorrência de galactorréia sem prolactina elevada pode ser conseqüente a hiperprolactinemia oculta ou noturna, após descartada a possibilidade de efeito gancho.
    • Método
      Imunofluorimetria
    • Valor de referência
      Homem: 0,6 a 17,0ng/mL Mulher – Fase folicular: 0,6 a 19,0ng/mL – Fase luteínica: até 30,0ng/mL Criança: 30% mais que adulto Nota: valores entre 20 e 40 na mulher e 17 e 40nanog/mL no homem devem ser repetidos porque a prolactina sofre muitas influências.
    • Condição
      - 0,5 mL de soro. - J.D. 4h. - Repouso de 30 minutos para quem fez exercício físico.
  • Proteína C reativa quantitativa de alta sensibilidade

    • Descrição
      Tradicionalmente a quantificação da PCR é usada para monitorar processos inflamatórios e diferenciar: infecções virais das bacterianas (PCR mais elevada), pois a segunda leva a uma concentração muito mais elevada desta proteína; doença de Crohn (PCR elevada) da retocolite ulcerativa (PCR baixa); artrite reumatóide (PCR elevada) do lúpus eritematoso sistêmico sem complicações (PCR baixa). Níveis elevados têm sido reportados em pacientes com doença arterial coronariana. Estudos demonstram que a PCR de alta sensibilidade é preditora independente de IAM e AVC em homens e mulheres aparentemente saudáveis.
    • Método
      Nefelometria
    • Valor de referência
      Para risco cardiovascular Risco alto: > 3mg/dL Risco médio: 1 a 3mg/dL Risco baixo: < 1mg/dL Para doenças inflamatórias na fase aguda Inferior a 8mg/dL: negativo Nota: A interpretação dos valores para risco cardiovascular somente pode ser realizada na ausência de quadros inflamatórios sistêmicos.
    • Condição
      - 0,5mL de soro. - J.O. 8h.
  • Proteína C, funcional

    • Descrição
      A proteína C é uma proteína anticoagulante natural. A deficiência hereditária de proteína C leva a estado de hipercoagulabilidade com aumento do risco de trombose venosa. A deficiência tipo I é quantitativa. A deficiência tipo II resulta de distúrbio qualitativo da proteína C, mas freqüentemente com quantidades normais de proteína C. Assim existem ensaios antigênicos, que determinam a quantidade da proteína, e ensaios funcionais. Uma vez que os ensaios funcionais identificam ambos os tipos de deficiência, os ensaios antigênicos só devem ser realizados se o ensaio funcional estiver diminuído, para que se defina precisamente o tipo da deficiência. Deficiências adquiridas são encontradas em casos de desordens hepáticas, terapia com anticoagulante oral, coagulação intravascular disseminada, deficiência de vitamina K, uso de anticoagulantes, doença hepática, nefropatia diabética, insuficiência renal crônica, fibrinólise, presença de anticoagulante lúpico e anticorpos anti-fosfolipideos. É desejável que o paciente não esteja usando anticoagulante oral por pelo menos duas semanas e heparina por 48 horas, sob orientações médicas. A proteína C é extremamente termossensível. Recém-nascido a termo ou prematuros sadios podem apresentar níveis diminuídos que devem atingir o nível normal na infância ou adolescência.
    • Método
      Cromogênico (funcional)
    • Valor de referência
      70% a 130%
    • Condição
      - 2,0mL de plasma em citrato (citrato de sódio 3,8%, proporção de nove partes de sangue para uma de anticoagulante). - JO 8h.
  • Proteína de Bence-Jones

    • Descrição
      As proteínas de Bence-Jones são fragmentos, usualmente, cadeias leves de imunoglobulinas monoclonais (paraproteínas) que são filtradas no glomérulo. Na maioria dos casos são rapidamente depuradas do plasma, podendo não ser detectadas pela eletroforese. Cerca de 70% a 80% dos pacientes com mieloma múltiplo apresentam proteína de Bence-Jones na eletroforese de urina. A ocorrência de proteinúria de Bence-Jones é mais comum no mieloma secretor de imunoglobulina monoclonal tipo IgD. Também encontrase presente em 20% dos casos de macroglobulinemia de Waldenström. Pode ainda ser encontrada na amiloidose, plasmocitoma solitário, síndrome POEMS (neuropatia periférica, organomegalias, deficiência endócrina, gamopatia monoclonal, pigmentação da pele, lesões ósseas esclerosantes), doença das cadeias pesadas, Síndrome de Fanconi, linfomas, sarcomas e leucemia linfóide crônica.
    • Método
      Precipitação e turvação
    • Valor de referência
      Negativo
    • Condição
      Urina 24h.
  • Proteína S funcional

    • Descrição
      A proteína S tem uma peculiar distribuição no plasma: 60% está complexada com a proteína de ligação C4b e é inativa; 40% está livre e ativa agindo como um cofator da proteína C ativada. Deficiência hereditária da proteína S leva a um estado de hipercoagulabilidade com aumento do risco de trombose venosa. As deficiências podem ser quantitativas e qualitativas sendo classificadas em três tipos.  Tipo 1: a deficiência quantitativa com redução de proteína S total e livre. As moléculas de proteína S são fabricadas normalmente, mas em baixa quantidade.  Tipo 2: a deficiência qualitativa é caracterizada por atividade diminuída e níveis antigênicos normais de proteína S total e livre. Neste tipo, quantidades normais de proteína S são produzidas, mas estas são deficientes.  Tipo 3: Níveis normais de proteína S total e baixos níveis de proteína S livre. Há um decréscimo nos níveis funcionais e antigênicos livres, mas com níveis antigênicos totais normais. Este tipo pode decorrer de uma mutação causando um aumento da ligação da proteína S a proteína de ligação C4b.  Na abordagem laboratorial, o ensaio funcional deve ser realizado como método diagnóstico inicial. Caso apresente resultado diminuído, um imunoensaio para o antígeno livre deve ser realizado. Em caso de diminuição do antígeno livre, outro imunoensaio antigênico total deverá ser realizado para caracterização dos tipos de deficiência.
    • Método
      Coagulométrico
    • Valor de referência
      - 65% a 140% - Proteína extremamente termossensível. Níveis diminuídos de atividade devem ser excluídas causas de deficiência adquirida: deficiência de vitamina K, púrpura trombocitopênica idiopática, uso de anticoagulantes orais, doença hepática, crises inflamatórias agudas, gravidez, reposição estrogênica, síndrome nefrótica, nefropatia diabética, insuficiência renal crônica e fibrinólise. - Níveis elevados de atividade podem estar relacionados ao uso de heparina ou presença de anticorpos anti-fosfolipidicos (anticoagulante lúpico e anti-cardiolipínico). - Recém-nascido a termo ou prematuros sadios podem apresentar níveis diminuídos, que devem atingir o nível normal em 90o a 180o dia.
    • Condição
      - 2,0mL de plasma em citrato (citrato de sódio 3,8%, proporção nove partes de sangue por um de anticoagulante). - J.O. 8h. - É desejável que o paciente não esteja usando anticoagulante oral por pelo menos 2 semanas e heparina por 48 horas. Tal fato leva a uma diminuição da proteína S. A suspensão de qualquer medicação deverá ser feita sob a supervisão e autorização do médico responsável pelo paciente.
  • Proteínas totais, dosagem

    • Descrição
      Sangue: dosagem utilizada na avaliação do estado nutricional e na investigação de edemas. Aumentos são encontrados na desidratação, doença hepática, neoplasias, mieloma, macroglobulinemia Waldenströn, hanseníase, leishmaniose, doenças granulomatosas, colagenoses, uso de corticóides, digitais, furosemida e contraceptivos orais. Valores baixos podem ocorrer na gravidez, cirrose, imobilização prolongada, insuficiência cardíaca, síndrome nefrótica, neoplasias, enteropatias perdedoras de proteínas, desnutrição, hipertireoidismo, queimaduras, doenças crônicas, e no uso de carvedilol e laxativos. Hemólise pode causar aumentos espúrios.
    • Método
      Biureto
    • Valor de referência
      6,4 a 8,3 g/dL
    • Condição
      0,5mL de soro.
  • Proteínas, pesquisa na urina

    • Descrição
      A presença de proteínas na urina nem sempre significa doença renal. Contudo, sua presença exige que sejam feitas outras análises para determinar se esta representa uma condição normal ou patológica.
    • Método
      Colorimétrico – Reação de Robert
    • Valor de referência
      Negativo
    • Condição
      - 30mL de urina recente (jato médio da 1a urina da manhã). - O cliente não deve colher a urina após esforço físico. - Enviar rapidamente ao laboratório.
  • Prova do laço

    • Descrição
      Este teste permite avaliação da fragilidade capilar. Consegue-se com compressão do esfignomanômetro no braço, aumento da pressão nos capilares e anóxia, sendo que nos casos positivos, surgem petéquias no antebraço. Um teste positivo pode ocorrer em trombocitopenias, reações vasculares tóxicas para anormalidades vasculares hereditárias e disfunções plaquetárias. Também utilizado no diagnóstico do dengue hemorrágico.
    • Método
    • Valor de referência
      Negativo a positivo (+)
    • Condição
      Cliente deve estar presente na unidade de atendimento.
  • PSA (Antígeno prostático específico)

    • Descrição
      O antígeno prostático específico é uma protease produzida quase que exclusivamente pelas células epiteliais do tecido prostático. Está presente em altas concentrações no líquido seminal. Níveis préoperatórios correlacionam-se (ainda que imperfeitamente) com a extensão da doença em pacientes com câncer prostático. O PSA é útil na detecção de tumor prostático e no seguimento do seu tratamento. Aproximadamente 25 a 46% dos homens com hiperplasia prostática benigna têm concentração elevada de PSA. Pacientes com prostatite também exibem elevações do PSA. O nível de PSA não é utilizado isoladamente para estadiamento e seleção de candidatos para prostatectomia radical. Elevações podem ser encontradas após o exame retal digital, massagem prostática, instrumentação uretral, ultra-som transretal, biópsia prostática por agulha, retenção urinária, infarto ou isquemia prostáticas e relação sexual. Sua utilização pré-operatória não define acuradamente se o carcinoma se apresenta com ou sem invasão capsular. No seguimento dos pacientes é muito importante manter a utilização do mesmo ensaio. A velocidade do PSA é uma expressão utilizada para indicar a taxa de mudança do PSA. Pode prover um índice capaz de detecção precoce do adenocarcinoma prostático com distinção entre os normais e aqueles com hiperplasia prostática benigna. Flutuações fisiológicas são descritas, não devendo submeter o paciente a exames diagnósticos com uma determinação única. Nesses casos, é desejável a repetição do teste em 4 a 6 semanas.
    • Método
      Imunofluorimetria
    • Valor de referência
      PSA Livre: até 0,720ng/mL PSA Total: até 2,50ng/mL Relação PSA Livre/PSA total: > 27% valores entre 19% e 26% encontram-se na zona indeterminada Valores da relação PSA livre/PSA total menores que os valores de referência somente são significativos quando valores de PSA total encontram-se entre 2,5 e 15ng/mL.
    • Condição
      - 0,5mL de soro. - J.D. 4h.