Exames


  • T3 livre

    • Descrição
      A maior parte do T3 circulante é ligada às proteínas; somente 0,3% existe na forma livre, não ligada. A medida do T3 é utilizada para diagnóstico e monitoramento do tratamento do hipertireoidismo. Quando um aumento na TBG é suspeitado como a causa de um nível sérico total elevado de T3, o ensaio de T3 livre pode diferenciar esta condição do verdadeiro hipertireoidismo. Encontra-se aumentado na Doença de Graves, na tireotoxicose por T3, na resistência periférica ao hormônio tireoidiano e adenoma produtor de T3. Diminuído na Síndrome do Eutireoidiano Doente e hipotireoidismo (1/3 dos casos).
    • Método
      Quimioluminescência
    • Valor de referência
      0,30 a 0,51ng/dL
    • Condição
      0,5mL de soro. J.D. 4h.
  • T3 retenção

    • Descrição
      É uma medida indireta dos sítios de ligação da TBG não saturados pelos hormônios tiroidianos. T3 retenção não mede os níveis séricos de T3. O T3 marcado foi utilizado em preferência ao T4 devido a sua menor afinidade pela TBG. Aumento na T3 captação pode ocorrer no hipertiroidismo, em uso de drogas que deslocam o T4 da TBG (salicilato, fenitoína, etc), e em concentrações reduzidas de TBG. Redução na T3 captação pode ocorrer no hipotiroidismo e nos casos em que há aumento da TBG. O T3 retenção é utilizado conjuntamente com a dosagem do T4 total no cálculo do ITL (Índice de Tiroxina Livre), para estimar a quantidade de T4 livre circulante. Recentemente, os ensaios de hormônios tireoidianos livres tornaram-se mais reprodutivos, diminuindo a necessidade do ensaio de T3 retenção.
    • Método
      Quimioluminescência
    • Valor de referência
      27 a 36%
    • Condição
      0,5mL de soro. J.D. 4h.
  • T3 reverso

    • Descrição
      A 3,3´5´-Triiodotironina (T3 reverso, rT3) é, juntamente com o 3,5,3´-Triiodotironina (T3), um metabólito deiodinado da tiroxina (o maior produto secretório da glândula tireóide). Ao contrário do T3, entretanto, o rT3 é metabolicamente inerte. Encontra-se elevado na Síndrome do Eutireoidiano Doente, no recém-nato, na Síndrome do T3 baixo e no hipertireoidismo. Redução nos seus níveis é observada no hipotireoidismo.
    • Método
      Radioimunoensaio
    • Valor de referência
      0,09 a 0,35ng/mL
    • Condição
      0,6mL de soro. J.D. 4h.
  • T3 total

    • Descrição
      A triiodotironina total é produzida, primariamente, pela deiodinação do T4 (80%) e é também secretada diretamente pela glândula tireóide. T3 no sangue é, predominantemente, ligado a proteínas plasmáticas. Apresenta-se elevado na Doença de Graves, T3 toxicose, nos casos de hipertireoidismo TSH dependente, aumento de TBG e gravidez. Valores baixos podem ser encontrados nos quadros de doença não tireoidiana, hipotireoidismo e reduções da TBG.
    • Método
      Quimioluminescência
    • Valor de referência
      Cordão: 15 a 75ng/mL 1 a 30 dias: 32 a 216ng/mL 31 dias a 5 anos: 80 a 270ng/mL 6 a 10 anos: 90 a 249ng/mL > 10 anos a adulto: 75 a 220ng/mL
    • Condição
      - 0,5mL de soro. - J.D. 4h.
  • T4 livre

    • Descrição
      Hormônios tireoidianos são transportados no sangue ligados a várias proteínas de ligação. Estas incluem a TBG, a pré-albumina e a albumina. Somente 0,03% da tiroxina encontra-se não ligada às proteínas. Hipertireoidismo e hipotireoidismo resultam de concentrações anormais de T4 livre. Encontra-se aumentada no hipertireoidismo e na Síndrome de Resistência ao Hormônio Tireoidiano. Sua concentração encontra-se diminuída no hipotireoidismo. Os resultados podem estar inadequados na presença de autoanticorpos antitiroxina, fator reumatóide ou tratamento com heparina. Pode estar aumentado na hipertiroxinemia disalbuminêmica familiar. Discrepâncias nos níveis de T4 entre os diversos métodos são observadas e são ainda mais acentuadas na presença de alterações extremas das proteínas de ligação, doenças não tireoidianas, anticonvulsivantes e algumas outras drogas.
    • Método
      Quimioluminescência
    • Valor de referência
      0,75 a 1,8ng/dL
    • Condição
      - 0,5mL de soro. - J.D. 4h.
  • T4 neonatal

    • Descrição
      Utilizado para triagem do hipotireoidismo congênito (HC) no Teste do Pezinho. A produção inadequada do hormônio da tireóide no HC tem várias causas: agenesia ou ectopia da tireóide, distúrbios da hormonogênese, cretinismo endêmico e hipopituitarismo. Incidência no Brasil: 1:2980 a 1:8278 nascidos-vivos. O T4 neonatal deve ser sempre analisado em conjunto com o TSH neonatal. Valores baixos de T4 neonatal podem ocorrer em neonatos com baixa TBG, o que é freqüente no sexo masculino (1 em 5.000 a 10.000 nascimentos), prematuridade, baixo peso e infecçõs intercorrentes. Neonatos com hipotireoidismo podem apresentar T4 neonatal normal devido ao aumento da TBG. A confirmação do HC deve ser realizada com as determinações do T4 livre e do TSH ultra sensível séricos.
    • Método
      Imunofluorimetria
    • Valor de referência
      3,5 a 11,0mcg/dL
    • Condição
      2 círculos de sangue (separados) em papel de filtro, saturado nos dois lados do papel. Colher preferencialmente entre 3 e 30 dias de vida.
  • Tempo de coagulação (TC)

    • Descrição
      Permite avaliação da via intrínseca da coagulação, entretanto, apresenta pouca sensibilidade. Está aumentado nas deficiências graves de qualquer um dos fatores da coagulação (exceto os fatores XIII e VII), nos casos de deficiência de fibrinogênio, no uso de heparina em doses elevadas e na presença de anticoagulantes naturais.
    • Método
      Lee-White
    • Valor de referência
      5 a 12 minutos
    • Condição
      - 2 tubos (2,0mL cada) com sangue total sem anticoagulante. - Cliente deve comparecer em uma das unidades.
  • Tempo de protrombina (TAP)

    • Descrição
      Permite avaliação do tempo de coagulação do plasma após adição de extrato de cérebro com atividade tromboplástica padronizada. O RNI (Relação Normatizada Internacional) é baseado na relação do valor do tempo de protrombina (TP) do paciente e a média dos valores normais de plasmas normais frescos, e representa a relação do TP se o teste tivesse sido realizado com a tromboplastina IRP (International Reference Preparation). Esta padronização evita variações interlaboratoriais. O TP mede a via extrínseca da coagulação, prolongando-se nas deficiências seletivas ou conjuntas dos fatores II, V, VII e X. Como os quatro fatores são sintetizados no fígado e três do quais são vitamina K dependentes (II, VII, X), o TP é utilizado mais comumente no monitoramento da terapia anticoagulante oral (warfarin), doenças hepáticas, deficiência de vitamina K, coagulação intravascular disseminada e deficiência dos fatores VII, V, X ou protrombina. Quando o PTTa está prolongado juntamente com o TP há defeito comum da coagulação (fatores X, V e II) ou estão presentes inibidores como a heparina ou a antitrombina.
    • Método
      Coagulométrico
    • Valor de referência
      Maior igual a 70 %
    • Condição
      - 1,0mL de plasma (citrato). - J.D. 4h.
  • Tempo de sangria (TS)

    • Descrição
      É o tempo necessário para a hemostasia de um ferimento pequeno, padronizado, feito na superfície volar do antebraço. É um método utilizado para avaliar as alterações vasculares e principalmente as alterações quantitativas e qualitativas das plaquetas. Tempo de sangria prolongado ocorre em situações de alterações vasculares, plaquetopenias primárias ou secundárias com número de plaquetas inferior a 50.000/mm3, defeitos qualitativos hereditários e adquiridos das plaquetas e pelo uso de inibidores da função plaquetária.
    • Método
      Duke
    • Valor de referência
      1 a 3 minutos
    • Condição
  • Tempo de trombina

    • Descrição
      Avalia a via comum da coagulação. O tempo de trombina é baseado na habilidade da trombina em catalisar a polimerização do fibrinogênio em fibrina. Anormalidades que afetam essa etapa da coagulação incluem alterações quantitativas e qualitativas do fibrinogênio, aumento da atividade fibrinolítica causando variações nos Produtos de Degradação da Fibrina (PDF) e interferências na polimerização do fibrinogênio. O tempo de trombina também é sensível à heparina e a outras antitrombinas circulantes.
    • Método
      Coagulométrico
    • Valor de referência
      14 a 21 segundos
    • Condição
      - 1,0mL de plasma em citrato. - J.D. 4h.
  • Tempo de tromboplastina parcial ativado (TTPA)

    • Descrição
      O Tempo de Tromboplastina Parcial ativado (PTTa) normalmente mede a via intrínseca da coagulação. É indicado nos casos onde há tendência à hemorragia, antes de intervenções cirúrgicas e no controle de terapêutica anticoagulante pela heparina. As causas mais comuns de PTTa prolongado são: coagulação intravascular disseminada, doença hepática, anticoagulantes circulantes, terapia com heparina, hemofilias A e B, uso de anticoagulantes orais, deficiência de vitamina K e hipofibrinogenemia. Quando somente o PTTa está prolongado, há deficiência nas etapas iniciais da via intrínseca: fatores XII, XI, IX ou VIII. Quando o PTTa está prolongado juntamente com o TP há defeito comum da coagulação (fatores X, V e II) ou estão presentes inibidores como a heparina ou a antitrombina.
    • Método
      Coagulométrico
    • Valor de referência
      Até 10 segundos acima do plasma controle.
    • Condição
      - 1,0mL de plasma em citrato. - J.D. 4h.
  • Teofilina

    • Descrição
      A teofilina é um broncodilatador de utilidade controversa na doença broncopulmonar obstrutiva crônica e asma. É uma metilxantina com estrutura similar à cafeína, sendo a aminofilina (sal etilenediamina da teofilina) a preparação mais utilizada. A meia-vida da teofilina é variável: 6 a 10 horas em adultos normais; 2 a 9 horas em crianças; 18 a 24 horas na insuficiência cardíaca; 29 horas na cirrose hepática. A coleta deve ser realizada no pico (2 horas após uso de medicamentos de preparação rápida e 4 a 6 horas após preparação de liberação lenta), ou imediatamente antes da 4ª dose (preparações rápidas), ou antes da 3ª dose (preparações de liberação lenta). As dosagens da teofilina podem ser feitas dois dias após início ou alteração da terapia. Cimetidina, alopurinol, eritromicina, propranolol, vacina anti-gripal, ciprofloxacin, amiodarona, anticonceptivos orais e clindamicina podem elevar os níveis da teofilina. A concentração da teofilina pode ser diminuída por tabagismo, fenobarbital, Cannabis sativa, rifampicina, carbamazepina e fenitoína.
    • Método
      Cromatografia Líquida de Alta Performance - HPLC
    • Valor de referência
      Nível terapêutico 10 a 20mg/mL
    • Condição
      Condição - 0,5mL de soro. - Coletar de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
  • Testosterona

    • Descrição
      Testosterona é o andrógeno mais abundante secretado pelas células de Leydig. Testosterona é tanto um hormônio quanto um pró-hormônio que pode ser convertido em um outro potente androgênio (dihidrotestosterona) e um hormônio estrogênio (estradiol). A conversão em DHT ocorre em tecidos contendo a 5-alfa-redutase, enquanto a conversão em estradiol ocorre em tecidos contendo a aromatase. A secreção da testosterona é primariamente dependente da estimulação das células Leydig pelo LH que, por sua vez, depende da estimulação da hipófise pelo hormônio hipotalâmico liberador de gonadotropina (GnRH). A testosterona faz parte do mecanismo clássico de feedback do LH sérico. Testosterona tem uma variação diurna com picos séricos máximos entre 04:00-08:00 h e mínimos entre 16:00-20:00 horas. A testosterona circula no plasma ligada à SHBG (65%) e albumina (30 a 32%). Aproximadamente 1 a 4% da testosterona no plasma está livre. Encontra-se aumentada na puberdade precoce (masculina), resistência androgênica, testotoxicose, hiperplasia adrenal congênita, Síndrome dos Ovários Policísticos, tumores ovarianos, tumores adrenais. Sua concentração pode estar reduzida no atraso puberal (masculino), deficiência de gonadotropina, defeitos testiculares e doenças sistêmicas.
    • Método
      Quimioluminiscência.
    • Valor de referência
      Pré-puberal: < que 40ng/dL Homens: - menos de 50 dias: 6 a 496ng/dL - adultos: 241 a 827ng/dL Mulheres: - menos de 50 dias: 3 a 161ng/dL - adultas: 14 a 76ng/dL
    • Condição
      - 0,5mL de soro. - J.D. 4h.
  • Testosterona livre

    • Descrição
      Testosterona é o andrógeno mais abundante secretado pelas células de Leydig. Testosterona é tanto um hormônio quanto um pró-hormônio que pode ser convertido em um outro potente androgênio (diidrotestosterona - DHT) e um hormônio estrogênio (estradiol). A conversão em DHT ocorre em tecidos contendo a 5-alfa-redutase, enquanto a conversão em estradiol ocorre em tecidos contendo a aromatase. A secreção da testosterona é primariamente dependente da estimulação das células Leydig pelo LH que, por sua vez, depende da estimulação da hipófise pelo hormônio hipotalâmico liberador de gonadotropina (GnRH). A testosterona faz parte do mecanismo clássico de feedback do LH sérico. Há uma variação diurna com picos séricos de testosterona máximos entre 04:00-08:00 horas e mínimos entre 16:00-20:00 horas. Circula no plasma ligada à SHBG (65%) e albumina (30 a 32%). Aproximadamente 1% a 4% da testosterona no plasma está livre. Encontra-se aumentada na puberdade precoce (masculina), resistência androgênica, testotoxicose, hiperplasia adrenal congênita, Síndrome dos Ovários Policísticos, tumores ovarianos e tumores adrenais. Sua concentração pode estar reduzida no atraso puberal (masculino), deficiência de gonadotropina, defeitos testiculares e doenças sistêmicas.
    • Método
      Radioimunoensaio
    • Valor de referência
      Mulher - Fase folicular: 0,4 a 3,6 pg/mL Fase luteínica: 0,5 a 3,8 pg/mL Uso de contraceptivo: 0,3 a 2,9 pg/mL Menopausa: 0,3 a 2,5 pg/mL Homem 6 a 10 anos: 0,2 a 5,5 pg/mL 11 a 14 anos: 0,3 a 25,0 pg/mL 15 a 39 anos: 12 a 55 pg/mL 40 a 59 anos: 11 a 50 pg/mL > 60 anos: 10 a 30 pg/mL
    • Condição
      - 0,5mL de soro. - J.D. 4h.
  • Tiocianato

    • Descrição
      O tiocianato é o resultado da ligação, pela enzima rodanase, do enxofre ao cianeto no fígado. O cianeto ou gás cianídrico possui uso industrial na síntese química e como praguicida. Pode também ser encontrado em alimentos (mandioca brava, amêndoas) e medicamentos (nitroprussiato de sódio). O cianeto produz hipóxia grave. A dosagem do tiocianato é útil para monitorização da exposição ao cianeto, da toxicidade do nitroprussiato e da abstinência no tabagismo. Também utilizado para avaliar intoxicação crônica em consumidores de mandioca. É normalmente encontrado em indivíduos saudáveis e tabagistas. O controle biológico das exposições ocupacionais aos compostos cianídricos, inorgânicos ou orgânicos, pode ser realizado pela determinação do íon tiocianato em amostras de urina, ao final da jornada diária de trabalho. A redação de 1983 da NR-7 determina valores normais para não-fumantes de até 6 mg/g creatinina e IBMP de mesmo valor. A redação atual da NR-7 não contempla valores de referência ou IBMP para o tiocianato.
    • Método
      Espectrofotometria ultravioleta/visível
    • Valor de referência
      até 17,0mg/L (fumante) até 4,0mg/L (não fumante)
    • Condição
      - 50,0mL de urina (urina início ou final de jornada de trabalho - urina recente). - Deve ser colhido após o 3o dia da exposição. Preconiza-se a coleta de duas amostras, uma de início e outra de final de jornada de trabalho. Se houver opção por uma única amostra, esta deverá ser a do final de jornada de trabalho.
  • Tireoglobulina, anticorpos anti

    • Descrição
      Imunoglobulinas circulantes dirigidas contra a tireoglobulina estão presentes em pacientes com tireoidite de Hashimoto e, em uma menor extensão, na Doença de Graves. Anticorpos anti-Tg podem ser detectados em indivíduos sem doença tireoidiana clinicamente significativa. Eles não definem o status da função tireoidiana. Anticorpos anti-Tg interferem com a mensuração da tireoglobulina pelos imunoensaios. Conseqüentemente, o soro a ser estudado para tireoglobulina deve ser rastreado para a presença de anticorpos antitireoglobulina.
    • Método
      Quimioluminescência
    • Valor de referência
      < 40 UI/mL
    • Condição
      - 0,6mL de soro. - J.D. 4 horas.
  • Tirosina, pesquisa na urina

    • Descrição
      Os distúrbios do metabolismo da tirosina devem-se a anormalidades hereditárias ou adquiridas. Na tirosinemia, anormalidade hereditária, as enzimas metabólicas da tirosina não são produzidas levando a evoluções graves geralmente fatais com envolvimento hepático, renal e com aminoacidúria generalizada. As anomalias adquiridas, podem evoluir de forma transitória como nos prematuros, sendo causada pela imaturidade das funções hepáticas e raramente causam lesão permanente.
    • Método
      Colorimétrico
    • Valor de referência
      Negativo
    • Condição
      - 30mL de urina recente (jato médio da 1a urina da manhã). - Enviar rapidamente ao laboratório.
  • Toxoplasmose, IgM neonatal

    • Descrição
      Triagem neonatal de infecção congênita pelo Toxoplasma gondii no teste do pezinho. A transmissão transplacentária ocorre na infecção materna recente. Em mães com infecção aguda não tratada, infecção congênita ocorre na seguinte probabilidade: 1º trimestre 10-25%; 2º trimestre 30-54%; 3 trimestre 60-65%. A infecção transplacentária no início da gestação é mais grave. Incidência de 1:3.000 nascidos. Caso a triagem da toxoplasmose seja positiva, deve ser complementada pelos métodos sorológicos tradicionais, IgA e IgM no soro.
    • Método
      Imunoensaio Enzimático
    • Valor de referência
      Negativo
    • Condição
      2 círculos de sangue (separados) em papel de filtro, saturado nos dois lados do papel. Colher preferencialmente entre 3 e 30 dias de vida.
  • Toxoplasmose, PCR

    • Descrição
      O Toxoplasma gondii é um protozoário parasita intracelular obrigatório. Usualmente assintomática, a infecção é importante em imunocomprometidos, gestantes e naqueles com acometimento ocular. A infecção adquirida em imunocompetentes é sintomática em apenas 10% dos pacientes, a maioria com linfonodomegalia auto-limitada. Podem apresentar febre, urticária, hepatoesplenomegalia, rash maculopapular e corioretinite. Neste caso, o diagnóstico é facilmente estabelecido pelos testes sorológicos. A PCR está indicada nas seguintes situações: definir o diagnóstico no paciente imunodeprimido; na presença de acometimento do sistema nervoso central (SNC); detectar a presença de acometimento ocular; estabelecer o diagnóstico pré-natal e pós-natal da infecção congênita.
    • Método
      Reação em Cadeia da Polimerase Aninhada (Nested PCR) do gene B1 do Toxoplasma gondii.
    • Valor de referência
      Negativo (o DNA do Toxoplasma gondii não foi detectado pela PCR). Obs: este exame pode apresentar, embora raramente, resultados falso-positivo e falso-negativo, que é uma característica do método.
    • Condição
      0,5mL de líquor; 250mg de material de biópsia; 10,0mL de líquido amniótico ou 5,0mL de sangue total (EDTA).
  • TPO (Microssomal, anticorpos anti)

    • Descrição
      A peroxidase tireoidiana (TPO), uma enzima que catalisa as etapas de iodinação e acoplamento da biossíntese do hormônio tireoidiano, é agora conhecida como o principal antígeno microssomal. O principal uso deste exame é a confirmação do diagnóstico de doença auto-imune da tireóide. O anticorpo anti-TPO tem sido utilizado no lugar da determinação do anticorpo antimicrossomal. Anticorpos anti-TPO podem ser detectados em pessoas sem doença tireoidiana significativa. Eles não definem o status funcional tireoidiano do paciente.
    • Método
      Quimioluminescência
    • Valor de referência
      < 35 UI/mL Obs: Cerca de 10% da população normal ou pacientes sem doenças tireoidianas e portadores de doenças reumáticas e inflamatórias, podem apresentar anti-TPO positivo, porém em níveis limiares.
    • Condição
      - 0,6mL de soro. - J.D. 4h.
  • TRAb (Anticorpo inibidor da ligação de TSH endógeno)

    • Descrição
      O TRAb é um anticorpo anti-receptor de TSH e a sua presença em concentrações significativas no soro indica doença auto-imune em atividade (Doença de Graves ou Hipotireoidismo Atrófico). É útil no diagnóstico de hipertireoidismo e na avaliação de recidiva da Doença de Graves, uma vez que seus níveis diminuem com o uso de drogas antitireoidianas. Assim, a ausência de TRAb após o tratamento para hipertireoidismo, diminui a tendência de recidiva da doença. Esses anticorpos podem estar presentes, também, em alguns casos de tireoidite de Hashimoto, tireoidite subaguda, tireoidite silenciosa, e em recém-nascido de mãe portadora de Doença de Graves, devido à transferência feto-placentária destes anticorpos.
    • Método
      Radioimunoensaio (Radioreceptor)
    • Valor de referência
      Inibição > 10% é considerado positivo
    • Condição
      - 0,5mL de soro. - J.D. 4h.
  • Transaminase oxalacética (TGO)

    • Descrição
      Utilizado juntamente com a TGP nas doenças hepáticas e musculares. A TGO (AST) é também encontrada no músculo esquelético, rins, cérebro, pulmões, pâncreas, baço e leucócitos. Valores elevados ocorrem na ingestão alcoólica, cirrose, deficiência de piridoxina, hepatites virais, hemocromatoses, colescistite, colestase, anemias hemolíticas, hipotireoidismo, infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca, doenças musculoesqueléticas, nas esteatoses e hepatites não alcoólicas. Na hepatite alcoólica os valores de TGO são, em geral, inferiores a 250 U/L, sendo, entretanto, superiores às elevações da TGP. Várias drogas e hemólise da amostra podem causar aumento espúrio da TGO.
    • Método
      Enzimático
    • Valor de referência
      Homem: 15 a 40 U/L Mulher: 13 a 35 U/L
    • Condição
      0,8mL de soro.
  • Transaminase pirúvica (TGP)

    • Descrição
      A transaminase TGP localiza-se principalmente no fígado. A TGP é mais sensível que a TGO na detecção de injúria do hepatócito. Valores elevados são encontrados no etilismo, hepatites virais, hepatites não alcoólicas, cirrose, colestase, hemocromatose, anemias hemolíticas, hipotireoidismo, infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca, doenças musculoesqueléticas, Doença de Wilson e na deficiência de alfa- 1-tripsina. Os níveis de TGP são superiores à TGO nas hepatites e esteatoses não alcoólicas. Várias drogas e hemólise da amostra podem causar aumento espúrio da TGO.
    • Método
      Enzimático
    • Valor de referência
      Homem: 10 a 40U/L Mulher: 7 a 35U/L
    • Condição
      0,8mL de soro.
  • Transferrina

    • Descrição
      É a principal proteína de transporte do ferro, sendo sintetizada no fígado, migrando para região beta na eletroforese. Útil para diagnóstico e manejo de anemias. O teor de transferrina é tradicionalmente mensurado como a capacidade de combinação da transferrina. Essa aumenta nos casos de deficiência e diminui nos casos de inflamações crônicas, neoplasias e hemocromatose. Atualmente, imunoensaios podem determinar diretamente a transferrina, havendo boa correlação entre os níveis de transferrina e a capacidade total de combinação do ferro. A transferrina apresenta um polimorfismo genético importante. Sua síntese é inversamente proporcional à quantidade de ferro sérico. Valores elevados são encontrados nas anemias ferroprivas, hemorragias agudas, no uso de estrógeno e gravidez (elevação de 30% a 50%). Deve-se lembrar que a transferrina é uma beta-1-globulina, sendo um marcador negativo de fase aguda, reduzindo em processos inflamatórios e infecciosos agudos. Hipoproteinemia também pode causar níveis baixos de transferrina.
    • Método
      Nefelometria
    • Valor de referência
      202,0 a 336,0mg/dL
    • Condição
      - 0,5mL de soro. - J.O. 8h.
  • Tricíclicos, antidepressivos

    • Descrição
      A amitriptilina (Tryptanolâ, Limbitrolâ), clomipramina (Anafranilâ), imipramina (Tofranilâ) e nortriptilina (Pamelorâ) são drogas amplamente usadas como antidepressivos. Suas dosagens são úteis para monitorização dos níveis terapêuticos e toxicidade, uma vez que apresentam janela terapêutica estreita. Níveis estão estáveis após 2 a 3 semanas de uso das drogas. O pico plasmático ocorre 4 a 8 horas após absorção. Coleta deve ser realizada 12h após última dose. Amitriptilina possui meia-vida de 20 a 40 horas. Imipramina possui meia-vida de 5 a 24 horas. A desipramina é um metabólito da imipramina cuja meia-vida é maior, 20 a 90 horas. A nortriptilina, principal metabólito da amitriptilina, possui meia-vida de 20 a 60 horas. Níveis dessas drogas maiores que 500 ng/ml são considerados tóxicos. Níveis elevados podem advir de interações medicamentosas: hidrocortisona, neurolépticos, cimetidina e anticoncepcional oral. Níveis podem ser diminuídos pelo uso de barbitúricos e tabaco. Indivíduos negros tendem a ter níveis mais elevados da droga. Níveis plasmáticos terapêuticos podem não se correlacionar com a efetividade do tratamento.
    • Método
      FPIA - Polarização de fluorescência
    • Valor de referência
      Níveis terapêuticos  Amitriptilina pura: 120 a 250ng/mL  Desipramina: 100 a 270ng/mL  Butriptilina pura: 50 a 150ng/mL  Imipramina: 75 a 250ng/mL  Clomipramina: 50 a 150ng/mL  Nortriptilina pura: 50 a 150ng/mL
    • Condição
      - 0,3 mL de soro. - JO 8h (alimentar). - Coletar de preferência antes da próxima dose do medicamento ou C.O.M.
  • Triclorocompostos totais e frações

    • Descrição
      A dosagem urinária dos triclorocompostos totais é o indicador biológico da exposição ao tricloroetileno e tricloroetano. O tricloroetileno é utilizado como desengraxante, em produtos de limpeza, praguicidas, na indústria têxtil e de síntese química. Cerca de 70% do tricloroetileno absorvido é metabolizado nos seguintes metabólitos urinários: ácido tricloroacético (TCA), tricloroetanol (TCE) e ácido monocloracético. Exposição concomitante ao etanol diminui a taxa de excreção urinária dos metabólitos. A legislação brasileira indica a monitorização na forma de triclorocompostos totais (TCA+TCE) na urina. Os triclorocompostos totais não são indicadores específicos, sendo que diversos compostos clorados (tricloroetileno, tricloroetano e hidrato de cloral) também os produzem. Fatores individuais como sexo, peso, conteúdo lipídico e ingestão de álcool influenciam de maneira significativa a formação e excreção dos triclorocompostos totais.
    • Método
      Colorimétrico
    • Valor de referência
      Não definido pela NR-7, 1994, MT/BR IBMP: Exposição ao tricloroetano: Triclorocompostos totais: 40,0mg/g creat. (NR-7, 1994, MT/BR) IBMP: Exposição ao tricloroetileno: Triclorocompostos totais: 300,0mg/g creat. (NR-7, 1994, MT/BR)
    • Condição
      - 50,0mL de urina (urina colhida após final da jornada do último dia da semana). - Proteger da luz. Usar frasco âmbar.
  • Triglicérides

    • Descrição
      Soro: os triglicérides são produzidos no fígado utilizando glicerol e outros ácidos graxos. Os triglicérides em conjunto com o colesterol são úteis na avaliação do risco cardíaco. Níveis elevados são encontrados na Síndrome nefrótica, na ingestão elevada de álcool, induzido por drogas (estrogênios, contraceptivos orais, prednisona, etc) no hipotireoidismo, diabetes e gravidez. Os níveis baixos estão relacionados a mal absorção, mal nutrição e hipertireoidismo.
    • Método
      Colorimétrico Enzimático
    • Valor de referência
      < 10 anos: Desejável: Menor igual a 100 mg/dl Aumentado: Maior que 100 mg/dl 10 a 19 anos: Desejável: Menor igual a 130 mg/dl Aumentado: Maior que 130 mg/dl Adultos: Ótimo: Menor que 150 mg/dl Limítrofe: 150 a 200 mg/dl Alto: 201 a 499 mg/dl Muito Alto: Acima de 500 mg/dl
    • Condição
      - 0,8mL de soro - líquido ascítico - líquido pleural. - J.O. 9h ou C.O.M.
  • Tripsina neonatal (Fibrose cística)

    • Descrição
      Triagem neonatal no Teste do Pezinho. A Fibrose Cística ou mucoviscidose, é a doença autossômica recessiva mais comum na população caucasiana e decorre da mutação no gene CFTR, localizado no cromossomo 7. Determina deficiência da proteína responsável pelo transporte de cloro pelas células epiteliais, acarretando distúrbio da secreção exócrina (muco espesso). A incidência é variável nas populações, sendo calculada em 1:2.500 e 1:90.000 nascidos-vivos, mas com freqüência bem menor em afro-americanos e asiáticos. A mutação mais comum é a ΔF508, havendo mais de 1000 mutações descritas até o momento. Acúmulo de tripsina decorre da obstrução dos ductos pancreáticos. A confirmação da doença requer níveis aumentados de cloreto de sódio no suor (iontoforese) e PCR para fibrose cística. O diagnóstico precoce permite intervenções terapêuticas precoces e o aconselhamento genético aos pais.
    • Método
      Imunofluorimetria
    • Valor de referência
      Até 90ng/mL
    • Condição
      2 círculos de sangue (separados) em papel de filtro, saturado nos dois lados do papel. Colher preferencialmente entre 3 e 30 dias de vida.
  • Troponina I

    • Descrição
      A troponina I (cTnI) é um marcador de lesão da musculatura cardíaca, sendo útil no diagnóstico do infarto agudo do miocárdio. Sua presença denota necrose do tecido miocárdico. É detectável em 4h a 6h após a lesão miocárdica, com pico em 12h a 18h, permanecendo elevada por 6 a 10 dias. Após 7h, a sensibilidade é de 100%. Outras causas de necrose miocárdica também elevarão a troponina I. Pacientes com angina que apresentam níveis elevados (lesão miocárdica mínima) de cTnI têm prognóstico pior. Na insuficiência renal a especificidade do ensaio pode ser menor. Não deve ser utilizada como marcador absoluto do infarto agudo do miocárdio.
    • Método
      Quimioluminescência
    • Valor de referência
      < 1,0ng/mL
    • Condição
      0,5mL de soro.
  • TSH neonatal

    • Descrição
      Utilizado na triagem do hipotireoidismo congênito (HC) no teste do pezinho. Os valores normais de TSH neonatal são menores que 10mUI/mL. Aceita-se como normais valores até 40 mUI/mL com queda rápida em 10 dias. Valores entre 40-100mUI/mL também podem decorrer de outras condições: anóxia perinatal, icterícia, pré-termo, síndrome do desconforto respiratório, doença hipertensiva materna e descolamento prematuro de placenta. Nestes casos os valores também se normalizam em 10 dias. Elevações persistentes são características de hipotireoidismo.
    • Método
      Imunofluorimetria
    • Valor de referência
      Normal: menor que 9mUI/mL Limítrofe: entre 9 e 18mUI/mL Elevado: maior que 18mUI/mL
    • Condição
      2 círculos de sangue (separados) em papel de filtro, saturado nos dois lados do papel. Colher preferencialmente entre 3 e 30 dias de vida.
  • TSH ultra-sensível

    • Descrição
      O hormônio tireoestimulante (TSH) é uma glicoproteína secretada pela adenohipófise, tendo como principal efeito o de estimular a tireóide a liberar T3 e T4. A secreção e os níveis séricos de TSH são controlados pelos níveis de T3 e T4 e pelo TRH hipotalâmico. A dosagem do TSH é importante no diagnóstico de hipotireoidismo primário, sendo o primeiro hormônio a se alterar nessa condição. Está aumentado principalmente do hipotireoidismo primário, tireoidite de Hashimoto, tireoidite sub-aguda e na secreção inapropriada de TSH (tumores hipofisários produtores de TSH). Está diminuído principalmente no hipotireoidismo primário, Hipotireoidismo secundário ou terciário e nas síndromes de hipertiroidismo subclínico.
    • Método
      Quimioluminescência
    • Valor de referência
      0,30 a 5,0mUI/mL
    • Condição
      - 0,9mL de soro. - J.D. 4h.